As infecções ainda são uma realidade difícil no Brasil.

Pneumonias, diarreias e diversas bactérias multirresistentes, por exemplo, matam idosos, jovens e crianças em todo o território nacional. Principalmente em hospitais e UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo).

Pesquisas na internet mostram que os números ainda precisam melhorar muito para nos sentirmos tranquilos.

Mas quem são as pessoas por trás desses números?

E, pior ainda, quem são aqueles que acompanharam a luta dos que se foram e ficaram para lamentar sua morte?

Veremos abaixo alguns cenários para entender o que é passar por uma realidade trágica como essa.

Exemplos trágicos

A bebê Valentina

A vendedora Thaís surpreendeu o mundo virtual ao publicar um vídeo no YouTube contando a história da perda de sua filhinha de apenas cinco meses de vida.

Para ver o vídeo, clique aqui

A bebê Valentina faleceu depois de ter contraído diversas infecções (especialmente a pneumonia) por conta da longa estada em UTIs e processos invasivos.

A mãe resolveu abrir seu coração para todos mostrando como se atravessa esse caminho trágico após uma perda como essa.

O caso da Maria

A dona de casa Maria Valdina ainda chora pela perda do filho de 27 anos.

Acometido por uma meningite bacteriana, o rapaz passou dois anos entre tratamentos, melhoras e reincidências até padecer, em outubro de 2013. Isso após passar semanas internado na UTI e contrair uma infecção hospitalar que resultou em sua morte.

A mãe, como era de se esperar, segue inconformada já que imaginava que a meningite estivesse curada.

Mas, infelizmente, o tipo de infecção que causou a morte do filho ainda é tragicamente presente nos ambientes hospitalares:

“Recebemos meu filho em um saco e fomos impedidos de abrir por conta do risco da infecção que ele estava”, relata a mãe, aos prantos.

Infecção na UTI Neo Natal

Na região de Santos, um bebê recém-nascido morreu por conta de uma bactéria resistente encontrada na UTI Neo Natal.

Depois dessa morte, outras mães com os filhos na mesma situação começaram a sentir-se apavoradas pela possiblidade de perder seus bebês como o outro.

Uma avó, cuja filha e neta estavam internadas no mesmo local descreveu a situação:

“A gente sabe que bactéria é coisa séria! Eu fico muito preocupada com isso! Quero tirar elas daqui o mais depressa possível!”.

Ou seja, o medo era justamente o risco de perder seus entes queridos quando deveriam estar sendo curados.

Infecções hospitalares e crianças

A morte de crianças por conta de infecções é, sem dúvida, o cenário mais terrível de se enfrentar. Mas infelizmente, o número é consideravelmente alto.

Um estudo mostrou que mais de 30% dos óbitos ocorridos em crianças internadas estava relacionado às infecções hospitalares, principalmente a pneumonia.

Desta forma, vemos que esse risco aumenta nos dois extremos das idades (os bem mais novos, até dois anos de idade, e os mais velhos, acima de 60 anos).

Para as famílias, o que resta é o inconformismo, já que, nesses casos, a morte não foi causada pela doença inicial, mas sim pela bactéria oportunista.

Entretanto, existem casos em que as pessoas morrem justamente pela falta de medicação ou hospitalização, seja por falta de acesso ou pela crença dos responsáveis.

Uma menininha norte americana, por exemplo, faleceu por conta da evolução de uma dor de ouvido não tratada. Após vários dias sem tratamento, a bactéria atingiu o cérebro resultando em seu óbito.

Medidas preventivas contra infecção hospitalar

Certamente, as principais medidas preventivas estão ligadas a limpeza e higiene do hospital e são extremamente necessárias para os médicos, demais profissionais da saúde e visitantes. São elas:

  • Higienização correta das mãos, utilizando sabonetes antissépticos e álcool em gel;
  • Limpeza e Desinfecção dos equipamento e acessórios que se encontram em contato com o paciente;
  • Utilização dos equipamentos e roupas de proteção.

Conclusão

Em suma, não existe caminho fácil para quem perde um ente querido, nem mesmo soluções prontas que tiram a dor daqueles que ficam após a partida de alguém amado.

Cada um deve buscar a melhor forma para si de enfrentar a realidade e lembrar-se de que devemos viver cada dia de um jeito único e marcante.

Não sabemos até quando estaremos aqui, ou aqueles que amamos, mas podemos tentar prevenir doenças e acidentes que possam abreviar nossas vidas, além de ser feliz.

Fontes: