O que é Contaminação Cruzada?

Muito comum em ambientes que não possuem uma boa prática de limpeza, a contaminação cruzada é a transferência de microrganismos patogênicos entre alimentos, utensílio, mãos ou superfícies entre si. Existem alguns formatos de contaminação, como contaminação cruzada em alimentos, contaminação cruzada doméstica e contaminação cruzada hospitalar.

O cruzamento da contaminação ocorre quando utensílios, mãos e superfícies não foram bem higienizados, e acabam transferindo vírus e bactérias para outros que tiveram contato direto com eles.

Ainda hoje, há quem desconheça quais são os seus riscos, suas formas de contaminação ou até mesmo em que locais ela pode ocorrer. Vale ainda ressaltar que a contaminação cruzada é mais propensa de acontecer, principalmente, em locais que prestam serviços de atendimento à saúde, alimentação e, em muitos casos, nas indústrias. Contudo, ocorrem também nos ambientes empresariais e até em residências.

Dessa maneira, os ambientes e os indivíduos presentes neles são os grandes responsáveis pela disseminação das doenças. E, justamente por essa compreensão, é importante aderir de práticas, produtos e procedimentos capazes de garantir cuidado e proteção, afim de evitar os riscos à saúde.

Contaminação cruzada de alimentos

Contaminação cruzada de alimentos

Pensando nisso, preparamos esse artigo completo para te orientar e auxiliar na proteção dos espaços contra contaminações cruzadas no dia a dia. Acompanhe a leitura! Se desejar você poderá navegar entre os tópicos!

Se preferir, pode consumir esse artigo dos riscos da transmissão de doenças e as melhores maneiras de prevenir em formato de podcast.

Como ocorre a Contaminação nos alimentos e o que são as Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA)?

A contaminação cruzada nos alimentos acontece, principalmente, durante o preparo da refeição e a manipulação dos ingredientes, já que muitas vezes os utensílios utilizados no preparo ou as mãos não foram bem higienizados. É algo bastante grave, pois pode levar ao aparecimento das chamadas Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA).

De acordo com a  Organização Mundial de Saúde (OMS), as Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) são consideradas uma grande preocupação de saúde pública global e estima-se que elas sejam a causa do adoecimento de uma a cada 10 pessoas todo ano.

Além disso, as DTAs podem ser fatais, principalmente em crianças com menos de cinco anos de idade, e causam, em média, 420 mil mortes no mundo por ano.

Segundo o Instituto Pan-Americano de Proteção de Alimentos e Zoonoses (INPPAZ), cerca de 40% das Doenças Transmitidas por Alimentos, em países das Américas Central e do Sul são causadas ainda no preparo e manipulação.

Dessa forma, entende-se que o índice indica que em cada dez pessoas intoxicadas após uma refeição, quatro delas a contaminação do alimento foi causada por algo que ocorreu durante a fase de preparo da comida, ou seja, por contaminação cruzada.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, os alimentos crus, como ovos e carnes vermelhas, são responsáveis por 34,5% dos surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos.

contaminação cruzada

A contaminação cruzada em alimentos é muito perigosa.

Por isso, a higienização do ambiente, das mãos, das superfícies e os cuidados na hora do preparo das refeições são decisivos para evitar infecções alimentares.

Exemplos de como acontece a contaminação cruzado nos alimentos:

  1. Cortar um frango cru e usar a mesma faca, sem lavar, para fatiar uma carne assada;
  2. Tocar o rosto, o nariz, a boca e depois tocar no alimento sem realizar a higiene das mãos;
  3. Manipular uma peça de proteína animal em uma tábua e usar a mesma tábua, sem lavar, para manipular vegetais.

Quais os tipos de contaminação nos alimentos?

  • Contaminação cruzada direta: Essa contaminação acontece diretamente de um alimento, mão ou utensilio contaminados para outro;
  • Contaminação cruzada indireta: No caso dessa, ocorre quando um alimento é contaminado por meio de uma superfície ou utensílio que foi utilizado para manipulação de um alimento contaminado.

Como evitar a contaminação em alimentos, superfícies e utensílios?

  1. Higienizar corretamente os alimentos, deixando os que serão consumidos crus, como frutas, verduras e legumes, imersos em solução de hipoclorito de sódio por 15 minutos e, depois, lavá-los em água corrente.
  2. Higienizar corretamente as superfícies, bancadas, pias e utensílios, antes e após cada uso, com produtos de uso profissional e recomendados.
  3. Armazenar os alimentos de origens diferentes em potes diferentes e até mesmo em separações diferentes na geladeira.
  4. Colocar alimentos crus ou cozidos em potes limpos.
  5. Higienizar corretamente o estoque e a câmara fria.
  6. Fazer uso de EPIs.
  7. Treinar equipe de limpeza.

Temos um artigo completo sobre a RDC 216 da Anvisa, para se aprofundar ainda mais no tema, o mesmo é um  regulamento técnico de boas práticas para serviços de alimentação, que estabelece procedimentos com a finalidade de garantir as condições higiênico sanitárias do alimento preparado.

Como ocorre a contaminação cruzada doméstica?

Em ambientes domésticos e empresariais, um dos momentos mais propensos a ocorrer a contaminação cruzada é durante os procedimentos de limpeza, já que envolve vários tipos de materiais de limpeza em um mesmo processo.

Por exemplo: ao lavar o banheiro e tocar a maçaneta ao sair, pode ocasionar em uma contaminação cruzada. Já que mesmo que a pessoa responsável pela limpeza esteja de luva as bactérias ainda estão ali, e quem tocar a maçaneta na sequência poderá se contaminar. Os microrganismos foram transmitidos por meio da luva que estava contaminada.

Com isso, é fundamental que, além de produtos de higiene de qualidade, o profissional e as equipes de limpeza recebam um bom treinamento e orientação adequada para as boas práticas.

Desinfecção com produtos de limpeza profissionais é a melhor forma de evitar a contaminação cruzada.

Como evitar a contaminação cruzada na limpeza doméstica?

  1. Usar álcool 70% ou um produto desinfetante para limpar objetos, torneiras e maçanetas;
  2. Usar um pano limpo em cada ambiente e manter os ambientes da casa sem umidade;
  3. Trocar a água dos baldes usados na limpeza e colocar nova solução para limpeza de cada cômodo;
  4. Ao realizar limpeza úmida com panos, na sequência secar as superfícies, para eliminar a umidade restante;
  5. Dar preferência para limpeza realizada com produtos de limpeza dentro de pulverizadores;
  6. Manter o ambiente organizado.

Como ocorre a contaminação cruzada hospitalar?

Hospitais, consultórios, laboratórios e serviços de saúde em geral são ambientes com alto risco de infecções e, por isso, exigem procedimentos e programas de higiene rígidos e eficazes. Dessa forma, a contaminação cruzada hospitalar pode ocorrer por meio das mãos contaminadas, de objetos e equipamentos não higienizados.

Nos hospitais, a preocupação é maior devido aos possíveis surtos de bactérias multirresistentes e pela vulnerabilidade das condições físicas dos pacientes internados.

Contaminação cruzada hospitalar

De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações no Brasil. Um estudo da OMS apontou que a maior prevalência de infecções ocorre em unidades de terapia intensiva, em enfermarias cirúrgicas e alas de ortopedia.

Já na Alemanha, uma pesquisa publicada no Deutsches Arzteblatt International mostrou que as infecções derivadas de contaminação cruzada hospitalar estão entre as complicações mais frequentes de uma estadia em um hospital do país. Além disso, levam à complicações e morte.

Segundo os dados do sistema de vigilância de infecção do hospital em questão, observou-se uma incidência de quase 60.000 recém-adquiridas infecções por ano, principalmente nas unidades de terapia intensiva da Alemanha.

Como prevenir a contaminação cruzada hospitalar?

  1. Realizar higiene correta das mãos e uso regular do álcool em gel 70%;
  2. Manter a higiene pessoal;
  3. Realizar desinfecção frequente e fazer uso de produtos de limpeza potentes;
  4. Usar equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs (touca, avental, máscara);
  5. Deixar os cabelos presos ou com uma touca;
  6. Usar jalecos apenas dentro do hospital;
  7. Ter um plano e rotina de higienização completas, com cronograma de ações para limpeza não só de chão e móveis, mas também de paredes, janelas, portas, utensílios, superfícies;
  8. Limpar os diferentes ambientes, como chão, pia, azulejos, entre outros, com produtos específicos para cada superfície e indicação de que são capazes de eliminar, de forma eficiente, bactérias e microrganismos;
  9. Realizar o descarte de resíduos e materiais infectantes em locais apropriados;
  10. Fazer desinfecção frequente, com os produtos adequados, para eliminar microrganismos contaminantes.

A limpeza e higienização dos hospitais devem ser realizadas criteriosamente para evitar a Contaminação cruzada hospitalar.

Em resumo, para proteger e prevenir os riscos da contaminação cruzada hospitalar, em comércio e indústria de alimentos é necessário agir com a prática de ações altamente responsáveis e eficazes de limpeza e higienização de alimentos, superfícies e ,principalmente, as mãos.

Dessa forma, o poder de eliminar problemas de saúde e eliminar doenças está na garantia de um ambiente limpo, higienizado e na conscientização da higiene pessoal de cada um e no seu dever e cuidado para com o todo.

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Até o próximo!

Leia também nosso artigo sobre Treinamento para limpeza profissional.

Referências:

IFope Educacional

Idec

OMS

Departamento de Nutrição Social da UFF

Agência Brasil