As Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS) ou também conhecidas como “infecção hospitalar”, são aquelas adquiridas durante a prestação dos cuidados de saúde e também são um elemento amplamente estudado pelo CCIRAS.

O ambiente hospitalar é ao mesmo tempo, o espaço de cuidado e assistência à saúde de pessoas que por muitas vezes estão debilitadas e mais suscetíveis a contrair uma infecção hospitalar, uma vez que esse ambiente é uma espécie de reduto de inúmeros agentes patogênicos como vírus e bactérias que causam doenças.

Se preferir, pode consumir esse conteúdo em formato de podcast no nosso blog de limpeza profissional.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 234 milhões de pacientes passam por procedimentos cirúrgicos por ano em todo o mundo e destes, 1 milhão vai a óbito devido a contração de infecções hospitalares. Outros 7 milhões de pacientes apresentam complicações no pós-operatório. Dentre as complicações, as que mais prevaleceram foram:

  • Infecção de sitio cirúrgico
  • Infecção de vias aéreas
  • Infecção de trato urinário

Por isso, é necessário entender a gravidade das IRAS e tornar as práticas para controle da infecção hospitalar (IRAS) mais rígidas e habituais.

Entre elas, estão a limpeza e desinfecção de superfícies, a higienização das mãos e a adesão do pacote de medidas de prevenção de IRAS, associada à inserção e manutenção de dispositivos invasivos

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As práticas devem ser algo orgânico, intrínseco e levado muito a sério por parte de todos os profissionais de saúde e de toda equipe de limpeza e administração.

Com esse artigo, buscamos conscientizar sobre os riscos e as formas de evitar as infecções hospitalares. Continue lendo e aprimore ainda mais seu conhecimento.

Medica usado EPI em combate as IRAS

O uso de EPI’S no ambiente hospitalar auxilia na redução das IRAS.

O que são infecções hospitalares e IRAS ?

Infecções relacionadas à assistência à saúde, conhecidas também pela sigla IRAS e antigamente chamadas de infecções hospitalares, são aquelas adquiridas após procedimentos de assistência à saúde na admissão do paciente em hospitais, clínicas, ambulatórios e outras instituições de saúde e que se manifestam durante a internação ou logo após a alta.

Quando se desconhece o período de incubação do agente etiológico e não há evidência clínica ou dado laboratorial de infecção no momento da internação, convencionaram-se IRAS toda manifestação clínica de infecção que se apresentar a partir de setenta e duas horas após a admissão.

Dados sobre a incidência de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS) 

A seguir veremos dados norte-americanos, por serem dados bastante consistentes.

É estimado que aconteçam 250.000 infecções da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central por ano, com mortalidade atribuível de 12,5% a 25%.

O custo de cada tratamento dessas infecções é de cerca de US$ 25.000,00, atingindo, no total, $296 milhões a $2.3 bilhões por ano.

Em outra frente, temos a pneumonia, que associada à assistência à saúde, prolonga a permanência hospitalar entre 4 a 10 dias, com custo estimado por evento entre US$1.255 e US$ 2.863 (US$1.2 bilhões/ano no total), além de estar relacionada com maior mortalidade atribuída (7,3 – 30,3%).

Já a infecção do trato urinário, associada à sonda vesical, é responsável por 15% das bactérias intra-hospitalares e principal causa de infecção da corrente sanguínea por bacilos Gram-negativos elevando a permanência hospitalar entre 2 a 4 dias com um custo de cada tratamento estimado entre U$ 676 e 2.836 (U$ 500 milhões/ano), além de mortalidade atribuída em até 13%

No Brasil, a estimativa é que a taxa de infecções hospitalares afete cerca de 14% das internações. De acordo com dados da OMS, cerca de 234 milhões de pacientes são operados por ano em todo o mundo. Deste total, um milhão morre em decorrência de infecções hospitalares e sete milhões têm complicações no pós-operatório.

Os números são expressivos, pois o controle das infecções ainda é precário.

Sendo assim, um levantamento do Conselho Regional de Medicina, em parceria com o Ministério Público de São Paulo (CREMESP), verificou que, na maioria dos 156 hospitais do Estado analisados, o controle de infecções hospitalares foi considerado deficiente.

O grande risco para os serviços de saúde é que as IRAS contribuem negativamente ampliando o tempo de permanência hospitalar, elevando a Morbimortalidade intra-hospitalar, impactando e aumentando os custos, além do risco jurídico para ações contra o hospital e subsequentes indenizações.

Causas de infeccao hospitalar e IRAS

Profissional da saúde higienizando as mãos antes do procedimento cirúrgico para evitar as IRAS.

Histórico da limpeza e desinfecção hospitalar (IRAS)

Agora que sabemos o que são as infecções hospitalares e IRAS e como elas estão relacionadas à higienização ou a falta dela, vamos entender o contexto da limpeza hospitalar ao longo da história.

No início da medicina e da enfermagem, uma das questões mais importantes para a recuperação dos pacientes é a higiene do ambiente no qual ele está internado. No entanto, somente no século passado, a limpeza e desinfecção de materiais e superfícies no ambiente hospitalar passaram a ser foco da preocupação dos profissionais que atuam na área da saúde.

Muitas práticas que hoje sabemos que são tão eficientes, faziam parte dos procedimentos. Isso porque havia carência de conhecimentos sobre a prevenção e controle de infecções. Um exemplo foi a superestimação dos desinfetantes para minimizar os riscos de infecção por parte de pessoas envolvidas na assistência.
Na década de 80, graças aos avanços científicos, houve maior cobrança e exigências por parte dos órgãos pertinentes, os produtos foram ficando mais adequados e os profissionais de saúde passaram a compreender a existência de uma série de procedimentos inúteis.
Dessa forma, adotaram os processos adequados que envolviam a limpeza e desinfecção nos hospitais. E com isso os serviços de higienização passam efetivamente a ter como finalidade preparar o ambiente para suas atividades, com o próximo paciente que fará uso, mantendo a ordem e conservando equipamentos e instalações e, principalmente, evitando a disseminação e infecção cruzada de microrganismos responsáveis pelas IRAS. Para que seja bem-sucedido, todos os profissionais devem estar envolvidos e conscientes da importância de suas funções.

Todos devem ter conhecimento sobre a legislação que orienta sobre as práticas de controle de IRAS, além de conhecer a estrutura e finalidade dos serviços para executar as técnicas de higienização e desinfecção diária. Também é fundamental a adesão à higiene das mãos no hospital, associada ao respeito pelo profissional de saúde às recomendações de precauções padrão e específicas, como por exemplo: precaução durante o contato, precaução para gotículas e precauções aéreas.

Alguns surtos de infecções acontecem quando se descumprem estas simples ações com consequências desastrosas para as instituições de saúde. O cuidado com a higiene do ambiente do paciente também é muito importante para evitarmos essa disseminação e, envolve a equipe assistencial e de higiene.

Na literatura, há muitos estudos que mostram que não é apenas a equipe de enfermagem que deve ter esses conhecimentos sobre limpeza e desinfecção, mas sim toda a gama de profissionais envolvida nas atividades da instituição, desde o administrativo até os envolvidos diretamente na assistência.

“Todos devem saber quem limpa, o que deve ser limpo e quando a limpeza deve ocorrer”

Em uma pesquisa feita em hospital universitário mostrou que os enfermeiros da educação continuada consideram importante que os profissionais de limpeza conheçam os produtos que utilizam, sua ação e as técnicas de limpeza. Os profissionais devem estar muito bem orientados e treinados quanto ao uso adequado dos produtos para minimizar o risco de ocorrências indesejáveis.

Sendo assim, mais do que oferecer uma rotina de trabalho, é interessante treinar e mostrar a evolução dos produtos e equipamentos hoje encontrados no mercado com o objetivo de oferecer mais limpeza e saúde aos trabalhadores da área.

Saiba tudo sobre CCIH ou CCIRAS – Comissões de Controle de Infecção Hospitalar 

Com o objetivo de tornar o controle das infecções hospitalares mais rígido e eficaz, o Ministério da Saúde publicou, em 1998, a Portaria nº 2.616, que instituiu as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), junto ao Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH).

Os hospitais devem constituir os Serviços de Controle de Infecção Hospitalar (IRAS) que implantam programas de prevenção e controle de infecção hospitalar (IRAS), junto com as equipes multiprofissionais que trabalham dentro do hospital, desenvolvendo os pacotes de medidas de prevenção e controle.

“É importante, engajar todos os profissionais que são responsáveis no cuidado dos pacientes”

O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar realiza a vigilância das infecções para detecção de surtos e tratativas deles, para redução de danos, bem como desenvolve um programa de uso racional de antimicrobianos para o combate da multirresistência dos agentes patogênicos.

Também realiza treinamentos dos profissionais de saúde para as melhores práticas de prevenção e controle de infecção, reciclando os conceitos para a manutenção da excelência na assistência.

Quais são as principais funções das CCIH ou CCIRAS ?

  • Supervisionar as normas e rotinas técnico-operacionais;
  • Capacitar a equipe de funcionários e profissionais do hospital, conscientizando sobre a importância da prevenção e controle das infecções hospitalares;
  • Elaborar e implementar programas de controle de infecção hospitalar (IRAS);
  • Elaborar e divulgar relatórios sobre (IRAS);
  • Coletar, analisar e divulgar, taxas de infecções no hospital.

Uma pesquisa dentro dos hospitais da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), mostrou que as práticas para reduzir a ocorrência de infecções durante as internações têm dado resultados.

Segundo o levantamento, por meio direto das boas práticas assistenciais e à segurança nas unidades de terapia intensiva (UTI), a densidade de incidência de infecção geral na UTI adulto passou de 9,02 em 2015 para 8,31 em 2016. Dessa maneira, o resultado aponta que, para cada 1000 pacientes-dia, pouco mais de oito apresentaram alguma infecção durante o atendimento hospitalar dentro dos hospitais da rede da Anahp.

Portanto, fica claro que, quando os protocolos de limpeza e desinfecção do ambiente hospitalar e uma boa adesão da equipe em relação a higienização das mãos são seguidos, respeitados e colocados em prática, os casos tendem a reduzir cada vez mais.

Quais as causas de algumas infecções hospitalares (IRAS)?

Entre elas estão complicações após a realização de alguns procedimentos de assistência à saúde.

Certamente existem quando há quebra de barreira para prevenção de infecção, como, por exemplo, passagem de cateter vesical para controle de diurese e evolução para infecção urinária associada à sonda vesical.

Outro exemplo está ligado a passagem de acesso venoso central ou a realização de intubação oro ou até mesmo a realização de cirurgia.

Estas infecções são causadas por microrganismos, entre os mais comuns bactérias e fungos e dependem de vários fatores como os listados a seguir:

  • A imunossupressão do paciente
  • O tipo de procedimento realizado
  • A capacidade do microrganismo de infectar
  • Tempo de permanência de uso de cateteres, sondas e ventilação mecânica

Certamente outras situações também podem potencializar o risco do paciente em desenvolver IRAS, entre elas:

  • Não adotar as medidas de precaução de contato
  • Falta de um planejamento da assistência ao cliente
  • Infraestrutura inadequada
  • Recursos humanos e materiais em número insuficiente
  • Controle inadequado da prescrição de antimicrobianos.

Precisamos relatar que os microrganismos em questão podem vir da própria microbiota dos pacientes, dos profissionais de saúde, dos visitantes ou artigos e equipamentos.

Além disso, os alimentos, a água, o ar, as superfícies e os materiais hospitalares não higienizados ou esterilizados de forma inadequada também são fontes de patógenos que podem vir a causar IRAS.

Além disso, profissionais que cuidam de diferentes pacientes aumentam as chances de ocasionar a infecção cruzada, consecutivamente há mais casos de IRAS.

Pacientes com fragilidade 

Pacientes idosos, recém-nascidos, transplantados e portadores de doenças imunológicas e em tratamentos de quimioterapias/radioterapias fazem parte do grupo de risco, ou seja, são os mais acometidos por este tipo de infecção. Nestes casos a internação deve ser escolhida com muito critério e sempre que possível estes pacientes devem ficar em precaução e com menor período de hospitalização possível, pois quanto menor o tempo no ambiente clínico, menores são as chances de desenvolver IRAS.

O índice de internação de pacientes infectados por bactérias multirresistentes a antibióticos, conhecidas popularmente como superbactérias, tem aumentado bastante com o passar dos anos, exigindo dos hospitais o uso de medicamentos cada vez mais fortes para que a infecção seja combatida. Outro fator é que isso também ocorre, em alguns casos, devido a ineficácia no diagnóstico destes pacientes colonizados ou no sistema de notificação dos mesmos.

bactérias e IRAS

Infecções hospitalares e IRAS sendo estudadas por pesquisadores

O que são as bactérias multirresistentes e qual a relação com o uso de medicamentos?

Conhecidas como superbactérias são aquelas que passam a ser resistentes a diversos antibióticos, devido ao uso incorreto dos medicamentos, sendo também definidas como bactérias multirresistentes. O uso incorreto ou frequente de antibióticos pode favorecer o surgimento de mutações e mecanismos de resistência, seleção e adaptação dessas bactérias contra os antibióticos, tornando o tratamento difícil.

As superbactérias são mais frequentes em ambiente hospitalar, principalmente em Unidade de Terapia Intensiva e setores com internação de longa permanência, devido ao sistema imunológico mais enfraquecido dos pacientes. Além do uso indiscriminado de antibióticos e sistema imunológico do paciente, o aparecimento de superbactérias também está relacionado com os procedimentos realizados dentro do hospital.

Essa resistência se deve principalmente devido ao uso errado dos antibióticos, seja quando o paciente interrompe o tratamento recomendado ou fazendo uso quando não é indicado, dando origem às superbactérias.

Confira abaixo as Superbactérias de maior relevância:

  • Acinetobacter baumannii, pode ser encontrada na água, solo e ambiente hospitalar, sendo algumas cepas resistentes aos aminoglicosídeos, fluoroquinolonas e beta-lactâmicos,
  • Pseudomonas aeruginosa, é considerado um microrganismo oportunista causando infecção principalmente nas UTIs em pacientes como o sistema imunológico comprometido;
  • Staphylococcus aureus, resistente à Meticilina, sendo denominada MRSA.
  • Klebsiella pneumoniae, também conhecida como Klebsiellaprodutora de carbapenemase, ou KPC, que são bactérias que conseguem produzir uma enzima capaz de inibir a atividade de alguns antibióticos.
  • Enterococcus faecium, normalmente causa infecções do trato urinário e intestinal em pessoas que estão internadas;
  • Proteus sp., está relacionada principalmente com infecções urinárias nas UTIs e que vêm adquirindo resistência a diversos antibióticos;
  • Neisseria gonorrhoeae, é a bactéria responsável pela gonorreia e algumas cepas já foram identificadas como multirresistente, apresentando maior resistência à Azitromicina, e, por isso, a doença causada por essas cepas é conhecida como supergonorreia.

Existem outras bactérias que estão começando a desenvolver mecanismos de resistência contra antibióticos que normalmente são utilizados no tratamento das suas infecções, como por exemplo a Salmonella sp., Shigella sp., Haemophilus influenzae e Campylobacter spp. Sendo assim, o tratamento torna-se mais complicado, já que há dificuldade para combater esses microrganismos, e a doença mais grave.

A importância da limpeza no ambiente hospitalar

Para garantir que haja um controle eficaz das IRAS e reduzir a possibilidades da infecção cruzada causadas pelos microrganismos, principalmente pelas bactérias multirresistentes, a limpeza hospitalar é fundamental.

O que é limpeza?

Limpeza é o ato de localizar e remover toda sujidade e material orgânico de forma adequada das superfícies inanimadas. Trata-se do mais eficiente meio de redução da carga microbiana das superfícies. O processo deve ser realizado com água e produto padronizado pelo setor de CCIH da instituição, junto de procedimentos de limpeza adequados.

Importante ressaltar que a limpeza deve vir antes dos processos de desinfecção.

Atualmente temos produtos capazes de realizar a limpeza e desinfecção em um único processo. Sendo importante, contudo, analisar a presença de fluidos corpóreos como sangue, fezes, urina, vomito ou secreções.

Conheça os tipos de limpeza no ambiente hospitalar

A Limpeza concorrente é um procedimento diário de limpeza das superfícies inanimadas, como pisos, pias, mesas fixas, tampos, peitoris, maçanetas das portas e interruptores de luz. Além de reposição de materiais, como sabonete líquido, papel higiênico e papel toalha, além do recolhimento do lixo. Esta limpeza é realizada quando o paciente ainda está no ambiente.

Existe também a Limpeza terminal que é o procedimento realizado na alta ou óbito do paciente ou agendada quando há internação de longa permanência. A periodicidade pode ser definida pela CCIH do hospital, mas não deve ultrapassar 30 dias e deve ser levado em consideração a criticidade do paciente e se o mesmo encontra colonizado por alguma bactéria multirresistente.

A limpeza terminal abrange todas as superfícies horizontais e verticais, como paredes, pisos, portas, janelas, luminárias, interruptores e mobiliários. É seguida pelo procedimento de desinfecção.

A Limpeza especial é o procedimento de desinfecção diária de todos os materiais e equipamentos distantes até 1 metro do leito de pacientes colonizados ou infectados com bactérias resistentes e com fatores de risco. Itens a limpar: monitores, focos, suportes de soro, painel de gases, grade de cama, bomba de infusão, respirador, criado mudo e outros devem ser desinfetados. Este procedimento deve ser realizado pela enfermagem e com produto padronizado pela CCIH do hospital.

Limpeza preparatória é realizada antes da utilização do local. É a remoção de partículas depositadas nas superfícies horizontais em áreas de procedimentos, como centro cirúrgico, salas de endoscopia, ultrassonografia, raios X e outras. No caso do centro cirúrgico a limpeza tem que ser realizada entre os procedimentos a cada paciente e uma limpeza terminal no final de cada plantão. Nas salas onde são realizados exames os equipamentos também devem ser higienizados a cada paciente, prática hoje que infelizmente não é seguida por muito serviços.

Limpeza mecanizada do piso – remoção da sujidade do piso com máquina de lavar tipo enceradeira ou lavadora automática. Neste processo, uma solução detergente e/ou desinfetante hospitalar é colocada no piso. Equipamentos como as lavadoras automáticas realizam a limpeza com grande eficiência e praticidade, pois removem a água através de aspirador e já deixam o piso limpo e seco, sem necessidade de rodos e panos.

Conheça algumas definições e conceitos do ambiente hospitalar

Agora que você compreendeu o que é limpeza e seus tipos dentro do âmbito hospitalar, vale destacar as definições dos conceitos descontaminação e desinfecção, para que suas diferenças fiquem bem claras no momento da prática. Veja só:

Descontaminação – trata-se da remoção de materiais orgânicos, como fezes, urina, vômitos e secreções de uma superfície com auxílio de uma solução desinfetante.

Desinfecção – é o processo que elimina formas vegetativas de microrganismos patogênicos das superfícies inanimadas. Deve ser feita por meio de processos químicos, com uso de soluções desinfetantes que previamente foram padronizados pela CCIH, em superfícies inanimadas previamente limpas. O produto a ser usado tem que ser homologado pela ANVISA e ter laudo comprovando sua eficácia.

Como realizar o controle de infecção hospitalar (IRAS) por meio da desinfecção do ambiente hospitalar?

Agora que entendemos a importância da limpeza e desinfecção para controle das infecções hospitalares, vamos ver quais práticas devem fazer parte da rotina de higienização dos espaços de saúde.

Processos de Limpeza e Desinfecção de Superfícies

Para os processos de limpeza atingirem os objetivos esperados, é preciso que haja organização funcional e cronograma das ações a serem realizadas no dia-a-dia, cronograma das atividades.

Assim, é fundamental estabelecer um protocolo ou um conjunto de regras a serem seguidas no processo de trabalho. Quando se trata de limpeza, os protocolos de do ambiente hospitalar devem incluir etapas que permitam a destruição dos microrganismos das superfícies inanimadas.

Devem ser especificados no protocolo de limpeza do ambiente hospitalar: o local a receber a ação, qual ação a ser realizada, quando fazer a ação, com que produto realizar a ação, como realizar e quem deve realizá-la.

A seguir saiba os pontos fundamentais para o protocolo de limpeza de UTIs

Unidades de terapia intensiva na maioria das vezes são constituídas de box com divisórias para internação de pacientes. Neste ambiente, altamente critico, as atribuições têm que ser bem-feitas e definidas, pois não podem haver falhas no processo. Certamente há necessidade de ficar bem definido o que é tarefa de atribuição da enfermagem, quando fazer e o que é tarefa da equipe de higiene e limpeza, além é claro dos momentos em que devem ser realizadas.

Responsabilidade da Enfermagem

Os protocolos recomendam uma limpeza concorrente, limpeza com a presença do paciente no leito, que é de responsabilidade da equipe de enfermagem a limpeza beira leito, onde é realizado uma vez por plantão a limpeza dos equipamentos como respiradores, bombas de infusão, monitores e outras áreas até 1 metro do leito com o produto padronizado pela CCIH da instituição.

Também fica sob responsabilidade da enfermagem, na limpeza terminal, a retirada, a limpeza e desinfecção dos equipamentos. Além disso, é importante a retirada dos materiais e acessórios que estavam em uso como materiais ventilatórios para oxigenação e frascos para aspiração.

Após a retirada destes equipamentos e acessórios, a equipe de higiene e limpeza ficam com a responsabilidade de fazer a limpeza terminal onde todas a superfícies verticais e horizontais precisam ser limpas e desinfetadas.

Operacionalização da Limpeza

Dentro dos tipos de limpeza que vimos mais acima, há ainda as formas de operacionalização do processo de limpeza de superfícies que se constituem de:

Limpeza manual úmida: limpeza com a utilização de rodos, mops, panos ou esponjas umedecidas em solução detergente ou desinfetante, sem enxágue posterior. Esta operação deve ser realizada nos mobiliários em geral, equipamentos, luminárias, tetos paredes e pisos.

Limpeza manual molhada: consiste em aplicar uma solução de detergente em pisos, paredes, mobiliários e usar de energia mecânica para esfregar com fibra, escova ou esfregão. Realizar o enxágue posterior com água limpa. Essa operação é utilizada principalmente na limpeza terminal e na limpeza concorrente dos banheiros.

Limpeza mecanizada do piso: trata-se da remoção da sujidade do piso com máquina de lavar tipo enceradeira. Neste caso aplicamos o produto no piso e após a ação mecânica da enceradeira realizamos o enxágue e a secagem do piso.

Equipamentos como as lavadoras automáticas realizam a limpeza com grande eficiência e praticidade, pois removem a água através de aspirador e já deixam o piso limpo e seco, sem necessidade de rodos e panos.

Assista agora um vídeo sobre a limpeza terminal

Higiene das mãos e a grande importância no combate a infecção hospitalar (IRAS)

O ato de higienizar as mãos é considerado como o ato isolado mais importante no controle de infecções no ambiente hospitalar. As preocupações com a necessidade de se fazer a higienização das mãos na assistência médica têm início no século XI, com Moisés Maimônides o médico, filósofo e teólogo judeu que defendia a lavagem das mãos pelos praticantes da medicina.

No entanto, ao longo dos séculos seguintes, o hábito de higiene das mãos ficou restrito aos rituais de purificação, o que evidenciava mais os cuidados com a aparência do que uma referência à preocupação com a saúde.

Somente em meados do século XIX, quando Ignaz Philipp Semmelweis médico conhecido como precursor da antissepsia das mãos –  elaborou a primeira evidência científica de que a higienização das mãos seria capaz de evitar a transmissão da febre puerperal e reduzir a morte de mulheres no pós-parto.

Ainda assim, nas décadas seguintes, a prática não chegou a ser compreendida em sua importância nem aceita como essencial entre os profissionais da época.

Após muitos anos, muitos cientistas e filósofos realizaram pesquisas e estudos que comprovaram e defenderam a questão da higienização e assepsia.

Hoje é mais do que sabido e constatado o valor vital da antissepsia com álcool gel a 70%.

Nesse completo artigo sobre higiene das mãos com álcool gel, o leitor poderá observar em muita profundidade os detalhes dessa atitude de responsabilidade, que é a higiene responsável das mãos.

Porém, no ambiente hospitalar, infelizmente, ainda é possível notar alguma resistência em adotar um gesto tão simples como o de lavar as mãos onde a baixa adesão é um problema muito sério e alvo de muitas e muitas campanhas para fortalecer esta adesão.

O ato de fazer uso do álcool para higienizar as mãos busca reduzir a população microbiana residente da pele e zerar a microbiota transitória e impedir que uma possível contaminação em cadeia aconteça no ambiente hospitalar.

A adesão por parte da equipe está ligada a diversos fatores, onde a disponibilidade de dispensadores e a qualidade do produto a ser oferecido estão diretamente ligados.

A OMS recomenda que a higienização das mãos deve ocorrer em cinco momentos dentro dos serviços de saúde:

  1. Antes do contato com o paciente;
  2. Antes da realização de procedimento asséptico;
  3. Após a exposição a fluídos corpóreos;
  4. Após contato com o paciente;
  5. Após contato com o ambiente próximo ao paciente.
infecção hospitalar - iras

Protocolo de recomendações da OMS – 5 momentos de higiene das mãos

No controle da infecção hospitalar preconizada pela CCIRAS, a necessidade da higienização das mãos é reconhecida também pela ANVISA, que inclui recomendações para esta prática no Anexo IV da Portaria 2616/98 do Ministério da Saúde.

O anexo integra o Programa de Controle de Infecção Hospitalar nos estabelecimentos de assistência à saúde no País e estabelece que:

  1. Lavagem das mãos é a fricção manual vigorosa de toda a superfície das mãos e punhos, utilizando-se sabão/detergente, seguida de enxágue abundante em água corrente.
  1. A lavagem das mãos é, isoladamente, a ação mais importante para a prevenção e controle da infecção hospitalar.
  1. O uso de luvas não dispensa a lavagem das mãos antes e após contatos que envolvam mucosas, sangue e outros fluidos corpóreos, secreções ou excreções.
  1. A lavagem das mãos deve ser realizada tantas vezes quanto necessária, durante a assistência a um único paciente, sempre que envolver contato com diversos sítios corporais, entre cada uma das atividades.

4.1 A lavagem e antissepsia cirúrgica das mãos é realizada sempre antes dos procedimentos cirúrgicos.

  1. A decisão para a lavagem das mãos com uso de antisséptico deve considerar o tipo de contato, o grau de contaminação, as condições do paciente e o procedimento a ser realizado.

5.1 A lavagem das mãos com antisséptico é recomendada em:

  • Realização de procedimentos invasivos;
  • Prestação de cuidados a pacientes críticos;
  • Contato direto com feridas e/ou dispositivos invasivos, tais como cateteres e drenos.

Contudo sabemos que a disponibilização de pias para lavagens das mãos é bem menor do que a possibilidade de oferta dos dispensadores de álcool

“Os manuais de CCIH e da Anvisa recomendam a lavagem das mãos quando existe a  presença de sujidade visível. Já nas demais situações, o uso abundante do álcool gel é de fundamental importância.

Protocolo de limpeza

Conceito: É a limpeza realizada diariamente feita nas superfícies inanimadas (pisos, pias, mesas fixas, tampos, peitoris, maçanetas das portas, interruptores de luz), reposição de materiais (sabonete líquido, papel higiênico e papel toalha) e recolhimento do lixo.

Objetivo: Diminuir a carga microbiana das superfícies fixas, manter os aposentos em perfeitas condições de higiene e limpeza, oferecendo bem-estar, conforto e segurança aos clientes internos e externos.

Executantes: Auxiliares de limpeza

Materiais Necessários:

Carrinho Funcional contendo:

  • Limpador Geral Superfícies – Garra Oxiativo
  • Solução desinfetante Optigerm PPT Hospitalar para Superfícies Fixas
  • Pulverizadores (3 abastecidos com Optigerm PPT e 1 com Limpador Garra Oxiativo)
  • Escova Lavatina
  • Esponja dupla face – Verde e Amarela (para pias do banheiro e quarto e banheiro de um modo geral, exceto piso e vaso)
  • Fibra Azul não risca (mobília, piso e demais superfícies do quarto)
  • Fibra verde (vaso sanitário, cestos de lixo e piso do banheiro)
  • Wiper
  • Balde plástico retangular
  • Ferramenta Spray Mop, abastecida com Limpador Garra Oxiativo
  • Ferramenta Lamelo
  • Refil para lamelo
  • Refil para Spray Mop
  • Ferramenta de aplicação de cera completa (cabo alumínio, luva de 45 cm)
  • Sacos de lixo 100 litros e 30 litros cor azul (comum)
  • Sacos de lixo 100 litros e 30 litros cor branco (infectante)
  • Fechos de saco de lixo
  • Faixa de sinalização “Sanitário Desinfetado”
  • Placa de sinalização (Piso molhado ou em Manutenção)
  • Suporte LT
  • Luvas de látex amarelas e verdes
  • Tocas descartáveis
  • Óculos protetores
  • Toalhas descartáveis de bandeja
  • Lavador de vidro 45 cm completo com cabo de 1,5 ou superior
  • Papel higiênico fibras virgens
  • Papel Toalha fibras virgens
  • Sabonete refil Opticare Toilete Espuma
  • Álcool Gel Opticare para as mãos
  • Acabamento para piso Simplex Hospitalar

 Descrição do Processo com dois auxiliares de limpeza

Limpeza deve seguir a seguinte sequência:

  • Superfícies e objetos potencialmente ou visualmente menos sujos antes, mais sujos depois
  • Superfícies e locais mais altos antes e mais baixos depois
  • Gestos de limpeza devem ser sempre realizados no sentido único
  • Os auxiliares de limpeza devem informar logo no início do procedimento, qualquer irregularidade no ambiente referente à manutenção predial, como danos elétricos, hidráulicos etc.

 Iniciando o processo:

  • Dirigir-se com o carro funcional abastecido dos materiais, produtos e equipamentos necessários
  • Aplicar álcool gel nas mãos antes de iniciar os procedimentos
  • Sinalizar a porta do quarto com a placa “piso molhado”
  • Calçar as luvas amarelas e os óculos
  • Recolher o lixo comum dos cestos, fechar os sacos e depositá-los no saco do carro funcional
  • Recolher o lixo infectado (se houver) dos cestos, fechar os sacos e encaminhá-los diretamente ao expurgo
  • Aplicar Optigerm PPT nas luvas e retirá-las

 Limpeza de superfícies do teto, paredes e mobiliários:

  • Calçar as luvas verdes e os óculos
  • Se houver matéria orgânica esta deverá ser removida antes do procedimento de limpeza geral, utilizar a técnica de descontaminação pulverizando a solução de Optigerm PPT e removendo com papel toalha absorvente, descartando no lixo adequado
  • Pulverizar o Optigerm PPT em um Wipper e aplicá-lo em todas as superfícies horizontais como (cadeiras, criado-mudo, armário, bandeja de alimentação etc.)
  • Deixar secar
  • Repor sacos de lixo
  • Pulverizar Optigerm PPT nas luvas e retirá-las, colocando-as de volta ao carro funcional
  • Higienizar as mãos com sabonete ou álcool gel Opticare

Limpeza do piso do quarto:

  • Calçar as luvas amarelas
  • Observar o piso e se houver presença de manchas e sujidade impregnadas, realizar a técnica de descontaminação pulverizando a solução de Optigerm PPT, removendo com papel toalha, descartando no lixo adequado
  • Aplicar a Ferramenta Lamelo em todo o piso do quarto visando remover sujeiras secas
  • Descartar o refil do Lamelo no lixo do carro funcional
  • Aplicar Limpador Garra no piso com a Ferramenta de Mop Plano Spray, limpando-o totalmente e dando acabamento total
  • Pulverizar Optigerm PPT nas luvas e retirá-las, colocando-as de volta ao carro funcional
  • Higienizar as mãos com sabonete ou álcool gel

 Limpeza do banheiro:

  • Calçar as luvas de látex amarelas e óculos
  • Pulverizar o Optigerm PPT em todas as superfícies, louças sanitárias e dispensers (externamente) e fazer a esfregação usando as seguintes esponjas e fibras: Fibra Verde para vaso sanitário, cestos de lixo e piso do banheiro com suporte LT Esponja Verde e Amarela para pias e demais superfícies e louças sanitárias
  • Logo após enxaguar com pequeno volume de água
  • Secar com Wiper as superfícies e louças sanitárias
  • Secar piso com rodo ou pano apropriado
  • Pulverizar o Optigerm PPT em todas as superfícies e louças sanitárias
  • Deixar agir por 10 minutos
  • Secar com Wiper apenas as superfícies e louças sanitárias que se fizer necessário como vaso sanitário
  • Repor sacos de lixo
  • Reabastecer, quando necessário, os dispensers de papel higiênico, toalheiro e sabonete líquido, limpando-os neste caso, também externamente com Wiper e Optigerm PPT
  • Pulverizar Optigerm PPT nas luvas e retirá-las, colocando-as de volta ao carro funcional
  • Higienizar as mãos com sabonete new Eversoft ou álcool gel New Eversoft

Finalizando o processo:

  • Recolher todo o material e depositá-lo no carro funcional
  • Reabastecer o reservatório do Spray Mop com solução Limpador Geral Garra
  • Reabastecer os pulverizadores com os seus respectivos produtos
  • Descartar Wiper utilizados
  • Acondicionar o refil do Mop no balde indicado e repor o refil para a próxima limpeza
  • Reabastecer o carro funcional com os materiais necessários e se dirigir ao próximo aposento
epi

Equipe de enfermeiros usa equipamentos de proteção individual hospital, em ação para redução das IRAS.

Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

Usar equipamentos de proteção, como luvas, máscaras e toucas, pela equipe de limpeza, é recomendado e trata-se de um recurso extremamente importante dentro das práticas para evitar a transmissão doenças e a infecção por agentes patogênicos.

Mas qual a finalidade de cada EPI?

– Máscaras: servem para proteger o indivíduo contra inalação de aerossóis ou gotículas (por meio das mucosas da boca e nariz) nas precauções por gotículas e aerossóis.

– Avental: deve ser utilizado durante os procedimentos nos quais há possibilidade de contato com material biológico e com superfícies contaminadas, especificamente nas precauções de contato. O avental protege a roupa do profissional de limpeza e a região abdominal contra umidade.

– Botas: utilizadas para proteção dos pés em locais úmidos ou com quantidade significativa de material infectante.

– Óculos: para proteger a mucosa ocular contra possíveis respingos de sangue, secreções e produtos para limpeza e desinfecção quando usado em superfícies altas.

– Luvas: indispensáveis para proteger o profissional de limpeza em suas atividades e de qualquer contato direto ou indireto com material orgânico.

Os profissionais devem ser orientados com relação ao uso das luvas que só devem ser usadas durante os procedimentos de limpeza e retirada com a técnica correta. Nunca tocar em locais de uso comum (maçanetas de porta, botões de elevadores, etc.)

“As luvas devem ser usadas em cores diferentes para seleção do ambiente e procedimentos mais e menos contaminados, como a limpeza de um quarto e a limpeza do banheiro e retiradas de lixo.

Como por exemplo usar a luva amarela para o quarto e a luva azul para o banheiro.

Os materiais de uso individual devem ser utilizados conforme as normas que regem a instituição e os profissionais devem ser orientados com relação ao descarte correto dos artigos de proteção.

Quais ferramentas e acessórios auxiliam no combate a infecção hospitalar?

Para que os procedimentos de limpeza e higienização nos hospitais possam ser dinâmicos e otimizados, há acessórios com tecnologias desenvolvidas com a finalidade de atender a demanda e garantir melhores condições de trabalho.

Os equipamentos devem ser aprovados pela ANVISA e atender normas com relação à ergonomia e à transmissão de infecção.

Veja abaixo alguns acessórios que podem tornar a rotina de controle de infecções muito mais prática e eficaz:

  • Pulverizador – são utilizados para aplicação das soluções em superfícies fixas na limpeza hospitalar. Podemos encontrar dois tipos: os pulverizadores de pressão e de gatilho (trigger).

Os pulverizadores são considerados um sistema inovador, que exigem menor esforço do profissional e geram economia e praticidade. A recomendação é usar o pulverizador de pressão em relação ao de gatilho, pois o esforço é menor para o trabalhador quando falamos em superfícies extensas, como teto, parede e piso.

No sistema tradicional, são utilizados almotolias ou frascos de plásticos adaptados, que não exigem muita força física, no entanto não conseguem ter uma uniformidade com a quantidade de solução aplicada nas superfícies fixas gerando muito desperdício de solução.

Os hospitais que utilizam o sistema de pulverizadores comprovam que é mais econômico em relação ao sistema tradicional entre 70 e 90%

Outro fator importante é de que nos pulverizadores o produto não tem contato com o meio externo, dificultando assim a contaminação do mesmo.

Um exemplo é que em uma mesma área física hospitalar, o sistema tradicional utiliza 1500 ml de solução desinfetante Optigerm PPT em relação ao sistema de pulverizador que utiliza 450 ml da mesma solução, gerando uma economia de 70%.

Em estudo de nossa empresa obtivemos, surpreendentemente, as reduções proporcionadas pelo sistema pulverizador manual em conjunto com os produtos Oleak.

Ademais foram obtidas em comparação com sistemas tradicionais de limpeza, que jogam água e produtos com baldes e canecas. Em suma, os resultados encontrados foram:

1- Redução de tempo de limpeza – reduções entre 38 a 67% no tempo gasto.

2- Alto Rendimento – reduções entre 75% a 96% no consumo de produtos de limpeza.

3- Ecológico – reduz em até 78% o volume de água de enxágue

  • Baldes – são recipientes para a lavagem dos panos ou MOPs utilizados na limpeza e devem ser de cores diferentes (padrão é azul e vermelho).

Para cada tipo de limpeza deve ser usado um conjunto de balde com a solução indicada. A técnica dos dois baldes pode ser utilizada nos procedimentos de limpeza do piso (limpeza manual úmida).

Balde azul com solução de detergente neutro ou Solução desinfetante Optigerm  PPT, já o balde vermelho usado com água limpa (que serve para lavagem do pano/mop).

  • Rodos – são utensílios que servem para a retirada de água durante o enxágue e para passar o pano no piso. A recomendação é que sejam de alumínio com cabo ergométrico. Não é recomendado o uso de rodos de madeira no ambiente institucional.
  • Escova lavatina – tipo de escova utilizada para a limpeza do vaso sanitário. Seu uso é recomendado durante o processo de limpeza e desinfecção após a higienização do banheiro.
  • Mops – há no mercado o mop úmido e o mop seco. Mop úmido é recomendado para a limpeza úmida das diversas áreas do hospital e suas cerdas são compostas por fios de algodão e sintéticos.

Possui grande vantagem na questão ergonômica, desde que não seja do tipo mop cabeleira com balde espremedor, pois este necessita de muita força quando espremido para tirar o excesso de água ou produto de limpeza.

Entretanto nos mops do tipo plano como o Bio, Limpa Fácil, Spray Mop o produto já fica embutido no suporte e o trabalhador não necessita se abaixar repetidas vezes para lavar o pano e nem espremer.

Em relação à infecção, em ambos não há contato com as mãos dos trabalhadores, minimizando o risco de contaminação.

Já o mop seco, tipo Lamello, é recomendado para a varredura com a vantagem dos detritos permanecerem grudados no refil, evitando assim a aerossolização de partículas.

Este tipo pode ser utilizado em todas as áreas do hospital desde que seja ambiente seco e não pode ter contato com matéria orgânica.

Uma vez que a varredura seca em ambientes relacionados a área de saúde é totalmente proibida devido a poeira carregar micro organismos, as opções acima listadas são fundamentais para uma limpeza segura!

  • Suporte de disco – é usado nas enceradeiras e lavadoras automáticas. O suporte de madeira não é recomendado pelo risco de infecção. A preferência é que seja de polietileno.
  • Suporte LT – é utilizado, junto das fibras de limpeza, para fazer esfregação das superfícies na limpeza molhada, na qual não se consegue passar enceradeira ou máquina lavadora. Também indicado para esfregação em paredes e rodapés.
  • Discos de Limpeza – as fibras são constituídas por nylon sintético e servem para a esfregação das superfícies fixas de grandes extensões.

São usados para a limpeza do piso com enceradeira ou lavadora automática. Eles devem ser limpos com água e detergente neutro e secar na sombra, já que o sol pode diminuir a sua vida útil.

Ao fazer uso dos acessórios de limpeza, a equipe deve transportá-los corretamente em um carrinho denominado carro funcional, que facilita o acondicionamento do material a ser utilizado e o deslocamento de uma área para outra.

Conclusão

Por fim, para que haja redução na incidência de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), é mais do que urgente que as boas práticas de limpeza e higienização sejam realizadas com responsabilidade e atenção nos ambientes hospitalares e nos serviços de saúde e adesão a higienização das mãos são ações de fundamental importância.

Não há como pensar em um controle adequado de infecção hospitalar (IRAS) sem pensar em ações e procedimentos que atuem na redução de microrganismos e que sejam realizados metodicamente e de forma contínua nesses espaços.

Para isso, é importante dispor de produtos de limpeza e higienização de qualidade, de uso profissional e certificados pela ANVISA, que tem como finalidade promover a proteção da saúde da população, por meio do controle sanitário da produção e comercialização de produtos e das soluções para limpeza e desinfecção dos materiais e superfícies na área hospitalar.

O uso de recursos adequados com uma educação permanente e continuada é que vai garantir a eficácia dos procedimentos e a segurança das pessoas que têm contato direto ou que circulam pelo espaço.

As orientações em relação aos conceitos e técnicas para procedimentos de limpeza e desinfecção são de responsabilidade de órgãos ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao Ministério da Saúde.

Dentro das instituições de saúde, como dissemos, a responsabilidade está ligada à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), em conjunto com a administração do hospital e a conscientização de toda equipe multidisciplinar e campanhas para orientar os usuários e seus familiares.

O Centro de Controle de Doenças (CDC), ligado a Organização Mundial de Saúde (OMS), tem por finalidade coordenar e orientar as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH e CCIRAS) sobre o controle da infecção hospitalar (IRAS)  e na contenção de surtos nos aspectos de uso de materiais e insumos para procedimentos invasivos e nas soluções usadas para a limpeza e desinfecção de equipamentos e ambiente.

Então, para que se tenha sucesso no controle de infecções hospitalares e na contenção de surtos, é preciso uma força tarefa que engloba pessoas conscientes e insumos de qualidade.

Assim, envolver toda a equipe de profissionais do hospital nas práticas de higiene e na conscientização sobre a importância de atos isolados e coletivos de limpeza e oferecer os recursos necessários é fundamental para que haja uma cultura bastante consolidada de preocupação com as infecções hospitalares (IRAS), a saúde e o bem-estar no ambiente de assistência médica.

 Ouça também nosso podcast sobre infecção hospitalar.

O artigo O que é Infecção Hospitalar foi visto primeiro na Higiclear.

Referências:

Revista Mineira de Enfermagem

ANVISA

OMS