“The Washington Post”, jornal de maior circulação publicado nos EUA, publicou uma matéria que afirma que secador de mão pode contribuir para uma maior propagação de doenças, em banheiros públicos e outros locais fechados.

Neste artigo, traremos todas as discussões e apontamentos sobre esse assunto. Por isso, fique conosco para entender!

Mais do que lavar as mãos

Sabe-se que a lavagem das mãos com água e sabão, ou até mesmo com o sabão de álcool gel, é fundamental para evitar a proliferação de doenças.

Porém, pouco se fala sobre a importância da secagem das mãos para garantir a eficiência da lavagem das mesmas. É uma prática tão importante quanto as primeiras no combate de doenças e para assegurar a saúde.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de doenças, secar as mãos após a lavagem é essencial para garantir a boa higiene. As mãos molhadas transferem germes e bactérias mais facilmente do que mãos secas.

“As bactérias podem se agarrar às gotas de água nas mãos molhadas”, afirmou Craig Shapiro, médico assistente em doenças infecciosas pediátricas do Hospital Nemours / Alfred I.

 Secador de mão em banheiros públicos

Os banheiros, principalmente públicos, estão cheios de superfícies que são tocadas a todo momento por diferentes pessoas ao longo do dia. Somente isso já resulta em uma alta contaminação por germes proveniente de todos os micróbios presentes no ar. Da mesma forma, em banheiros públicos, não se sabe com qual frequência eles são desinfetados e limpos.

De acordo com pesquisas, os secadores de ar, especialmente os de velocidade ultra alta (para garantir a secagem mais rápida das mãos), dispersam muito mais bactérias do que as toalhas de papel interfolha descartável. Afinal, eles podem sugar bactérias do ar e jogá-las diretamente para as mãos recém-limpas, invalidando o processo de higiene inicial.

Do mesmo modo, outro estudo comparou a secagem das mãos utilizando os três métodos: toalha de papel, secador de mão com ar quente e secador de jato a velocidade ultra alta. As conclusões foram:

  • Secadores de jato dispersavam 20 vezes mais vírus que o secador de ar quente e mais de 190 vezes que as toalhas descartáveis de papel;
  • Além disso, mediram a dispersão do vírus. Com o secador de ar quente, a dispersão foi de 2 pés (0,61 metros), enquanto o secador de jato foi de 4,1 pés (1,22 metros). Ou seja: secadores dispersam mais vírus e contaminam o ambiente de forma imediata;
  • Em uma placa de Petri exposta ao secador de mão do banheiro, há um crescimento maior de colônias de bactérias.

Secador de mão com filtro HEPA

Os filtros HEPA podem estar presentes nos secadores de mãos com o objetivo de impedir que bactérias sejam empurradas para fora do secador, contaminando as mãos recém limpas.

Contudo, de acordo com uma das pesquisas citadas pelo Washigton post, a maioria das bactérias vem do ar do banheiro e não do secador de mão. Assim, este filtro não garante a eliminação de bactérias e germes nas mãos.

Segundo a consultora médica sênior e porta-voz da PM Pediatrics, Christina Johns:

“O que sabemos é que os ventiladores de ar no banheiro circulam todos os germes e partículas de ar ao redor, e sabemos que isso não é coisa boa”.

Ela também afirma:

“Certamente, qualquer tipo de micróbio que tenha maior longevidade nas superfícies é sempre preocupante, quando você tem grandes motores, especialmente as partículas que se assentaram e ainda não foram limpas”.

Desta forma, quando um motor (como o dos secadores elétricos de mãos) sopra partículas no ar, elas se transformam em forma de aerossol, se dissipando mais no ambiente. Quando você inspira ou toca seu tosto com a mão, isso facilita a entrada dos germes em seu corpo e aumenta a chance de contrair alguma doença.

Secador de mão vs doenças respiratórias

Não existe dados indicando que os banheiros são locais onde algum tipo de vírus se espalha mais e também não se sabe ao certo quanto tempo todos podem viver nas superfícies dos sanitários. Pode demorar 2h, 24h ou até mais dias.

Vírus respiratórios, de um modo geral, s são transmitidos através do contato em tais superfícies. Todo cuidado neste ambiente também se faz necessário no combate aos vírus.

Formas para melhorar a situação sanitária

  • Abaixar a tampa do vaso, sempre após o uso e antes de acionar a descarga;
  • Dê preferência por secar as mãos utilizando papel toalha descartável ao invés de secador de mão elétrico;
  • Se apenas houver a opção do secador elétrico, evite encostar a mão no bico do secador e balance a mão antes, ( desde que seja permitido em sua empresa ) para eliminar o máximo de água;
  • Para as empresas, atentem-se quanto a qualidade e a frequência que a limpeza e desinfecção são realizadas em tais ambientes;
  • Utilizar produtos de limpeza e desinfecção de qualidade.

Papel toalha combate a proliferação de vírus e bactérias em empresas!

Inegavelmente, a pandemia relembrou todas as pessoas sobre a importância da higiene das mãos para evitar a propagação de doenças.

Porém, é necessário atenção além da higienização correta das mãos. Também é essencial secá-las para garantir a máxima eficiência na higiene e maior saúde.

Certamente, a dúvida que existia sobre qual método de secagem ser melhor – o uso de secador para mão elétrico ou papel toalha, esta finalmente esclarecida.

Uma vez que nos estudos apresentados, sugere-se que as toalhas de papel secam a mão com maior eficiência, remove bactérias e contaminam menos o banheiro, e consequentemente as pessoas.

Da mesma forma, é importante ressaltar que para assegurar tal eficiência, é necessário optar por papel toalha de fibras virgens ao invés de opções recicladas. Uma vez que as recicladas podem ser prejudiciais à saúde, como explicamos neste artigo sobre papéis sanitários e sua composição.

Conclui-se, portanto, que a secagem com toalha de papel descartável deve ser recomendada e utilizada em todas as empresas como a forma mais segura e eficiente de garantir a higiene e a saúde nos ambientes de todos.

Referência

The Washigton Post

Pesquisas