Papel Higiênico dentro do Vaso Sanitário: É errado?

De acordo com a educação recebida pela maioria dos brasileiros, sim. Desde cedo aprendemos que devemos jogar o papel higiênico no lixo.

Por outro lado, em países considerados desenvolvidos, o hábito é exatamente o contrário: o papel higiênico é descartado diretamente no vaso sanitário após o uso.

Mas qual ação é a mais correta para a saúde e o meio ambiente? Fique conosco para entender!

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Papel Higiênico Biodegradável no Vaso Sanitário

De um modo geral todo papel higiênico presente no mercado é biodegradável, ou seja, são compostos por matérias orgânicas. Neste caso, a celulose é retirada das árvores e decompõem facilmente no meio ambiente, contribuindo assim com a redução de lixo e com a poluição.

Desta forma, o papel higiênico, quando jogado no vaso sanitário, se dissolve quase por completo ao longo do trajeto da rede de esgoto, principalmente aqueles de melhor qualidade. Assim, levando os riscos de contaminação por contato com os resíduos corporais, como por exemplo fezes e sangue. Só por esse motivo já deveríamos reconsiderar nosso hábito, concorda?

O comportamento ainda beneficia o meio ambiente, uma vez que a sacolinha que as vezes utilizamos para descartar o papel higiênico polui mais que ele próprio. Enquanto o papel higiênico demora cerca de 4 meses para sua decomposição, as sacolinhas plásticas demoram cerca de 40 anos.

Papel Higiênico no Lixo

Apesar dos benefícios e vantagens destacados acima, nós ainda temos o costume de jogar o papel higiênico na lixeira. Um dos motivos é que, nos países mais desenvolvidos que possuem o hábito de descartar o papel no vaso, o saneamento básico é garantido para praticamente toda a população. Já no Brasil, sabemos que essa realidade é bastante diferente.

Segundo dados do IBGE em 2018, há uma grande diferença em relação à coleta de esgoto entre as regiões do país. De acordo com o estudo, constatou-se que a região que mais trata o material que coleta (93,7%) é o Sul, seguida por Centro-Oeste (92,6%), Nordeste (80,08%) e Sudeste (67,3%).

Além disso, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), em 2017 constatou-se que de toda a rede de esgoto coletada, somente 73,7% é tratado. Contudo, se considerarmos todo o esgoto gerado no país (incluindo os não coletados), apenas 46% recebem tratamento.

A razão pela qual temos o costume de não jogar o papel higiênico no vaso sanitário é o risco de entupimento da rede de esgoto e até mesmo a inexistência de uma rede em diversos lugares do Brasil.

Desse modo, o problema é o papel higiênico e sim a falta de boa infraestrutura ao redor do país. Afinal, saneamento básico é a realidade de uma pequena parcela da população.

Considerações da Sabesp

De acordo com a Sabesp, os entupimentos ocorrem em redes domiciliares mais antigas e devido aos canos muito curvos.

Além disso, nos prédios, devido a maior pressão da água e dos desníveis mais elevados, eles acabam não sofrendo com obstruções por resíduos.

A Sabesp ainda afirma que não há registro, por parte dos coletores públicos, de entupimentos dos canos ocorridos pelo descarte de papel higiênico no vaso. Além disso, tais obstruções estão associadas a outros tipos de materiais jogados no vaso sanitário e que deveriam ser descartados no lixo. Por exemplo: cabelo, tubos de pasta de dente, bitucas de cigarro, algodão, brinquedos, cotonetes, absorventes, preservativos, etc.

 Conclusão

Papel higiênico

Evidentemente o mais correto seria descartar o papel higiênico diretamente no vaso sanitário, eliminando o contato com as fezes e demais contaminantes,  diminuindo as contaminações, o lixo e também o impacto causado ao meio ambiente.

Porém, não são todos os locais que estão preparados para essa mudança de hábito. Desse modo, é de suma importância verificar a disponibilidade do tratamento de esgoto no local da sua empresa e/ou residência.

Além disso, é necessário também a conscientização das pessoas de que devemos descartar apenas o papel higiênico no vaso, enquanto que outros resíduos devem ser descartados nas lixeiras.

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Fontes: