O que podemos fazer para evitar e combater o aquecimento global?

Estações do ano cada vez menos marcadas, causada pelo aquecimento global / efeito estufa, como evitar e combater o aquecimento?

Temperaturas invertidas no Sul e no norte global. Calor no inverno, frio no verão e eventos climáticos extremos. Esta desordem tem um nome certo e um responsável: aquecimento global. O fenômeno, por sua vez, está associado a outro, o efeito estufa.

Quer saber como ele funciona e que atitudes para minimizar o processo de aquecimento global e efeito estufa ?

Se preferir, ouça este artigo em formato de Podcast, clicando em reproduzir.

As atividades humanas e as causas naturais elevam a emissão de gases na atmosfera e, este acúmulo, principalmente de dióxido de carbono (CO2), gera o efeito estufa. O reflexo é a elevação da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra.

O aquecimento global desencadeia uma série de desequilíbrios à natureza e à vida no planeta como um todo. Trata-se de uma ameaça real à sobrevivência por aqui.

Por isso, pensar e agir de forma consciente e responsável é o caminho que pessoas e empresas engajadas devem seguir para enfrentar e reduzir os danos causados pelo consumo e pelas atividades cotidianas.

Mas o que podemos fazer em relação ao aquecimento global?

Para ajudar a percorrer essa trilha de mais consciência e práticas sustentáveis no enfrentamento ao aquecimento, preparamos este artigo. Acompanhe a leitura! Se desejar você pode navegar entre os tópicos!

aquecimento global

Efeitos do aquecimento global.

 

O que é o aquecimento global?

Primeiro, vamos entender o que é esse fenômeno do aquecimento global e como ele acontece. Ele está relacionado ao aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície do planeta Terra.

Essa temperatura mais elevada se deve, principalmente, ao aumento das emissões de gases na atmosfera que são responsáveis por outro fenômeno, o efeito estufa.

Em 2018, um estudo feito pela Nasa e pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Noaa, na sigla em inglês) mostrou que a temperatura média da superfície da Terra foi a quarta mais alta em quase 140 anos.

aquecimento global - efeito estufa

Aumento da temperatura global ao longo dos anos

Pelo estudo da Nasa, foi possível verificar que, em 2018, houve aumento de 0,83°C na temperatura média da Terra em relação ao intervalo dos anos de 1951 e 1980.

A constatação é um alerta importante que mostra que as evidências de mudanças climáticas são mais do que reais e que são necessárias medidas urgentes para detê-las.

Aquecimento global foi descoberto por uma mulher

Quase nunca mencionada nos estudos sobre aquecimento global, foi a estadunidense Eunice Newton Foote (1819-1888) a primeira cientista a escrever que aumentos moderados na concentração CO₂ atmosférico poderiam provocar um aquecimento global significativo.

A partir de então, a relação entre o CO₂ e o clima se transformou em princípios-chave da meteorologia moderna, do efeito estufa e da ciência climática.

O que é o efeito estufa?

Como vimos acima, o aquecimento global é um reflexo do efeito estufa, descrito pela primeira vez em 1859, pelo cientista irlandês John Tyndall, que se trata de uma camada de gases acumulada sobre a superfície da Terra.

Entre os gases presentes nessa camada estão, principalmente, gás carbônico (CO²), metano (CH4), N²O (óxido nitroso) e vapor d’água.

O efeito estufa é um fenômeno natural, fundamental para manutenção da vida na Terra, já que, parte da radiação solar que chega ao planeta é refletida e volta para o espaço, outra parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície terrestre e uma parte importante é retida por essa camada de gases.

Sem a presença da camada que forma o efeito estufa, o planeta poderia se tornar um lugar muito frio, insólito, o que inviabilizaria a sobrevivência de diversas espécies, inclusive a humana.

No entanto, a questão do efeito estufa não é ele em si, mas o seu agravamento. As atividades humanas pós-revolução industrial acabaram por elevar de forma muito significativa e desproporcional a emissão da quantidade de gases formadores do efeito estufa (GEEs).

Como consequência da aceleração da produção e do consumo por aqui, a camada tem ficado cada vez mais espessa e está retendo cada vez mais calor na Terra. Diante disso, há o aumento da temperatura da atmosfera e dos oceanos, gerando o aquecimento global.

Vivemos um ciclo vicioso que precisa, em algum grau, ser rompido para que haja melhores condições de vida no planeta.

De acordo com dados publicados no livro Como Evitar um Desastre Climático, escrito por Bill Gates e do qual falaremos mais a seguir, a emissão total de gás de efeito estufa, atualmente, consiste na emissão anual de 51 bilhões de toneladas de gases na atmosfera.

Segundo o autor, é preciso baixar esse número para zero e somente isso impedirá o aumento de temperatura. A meta audaciosa é reduzir para zero em 30 anos, ou seja, até 2050.

O livro traz a distribuição da emissão por agrupamentos, que relatamos a seguir por ordem de importância.

– indústria de manufatura (especialmente aço e cimento): 31%

– geração de eletricidade (gás natural, carvão e hidrelétricas): 27%

– agricultura: 18%

– transporte de mercadorias e passageiros: 16%

– aparatos domésticos: 6%

– Transporte de mercadorias e passageiros: com 16% & Geração de eletricidade (gás natural, carvão e hidrelétricas): com 27%

Transporte e geração de energia estão interligados, já que a principal fonte de energia hoje, em todo o mundo, é o carvão. E isso está relacionado com o transporte, pois a energia para movimentar os veículos vem, em sua maioria, da queima de gasolina e óleo diesel.

Na indústria, utiliza-se muito o gás natural e outros derivados de petróleo como o óleo combustível. Assim, toda essa queima de combustíveis fósseis emite grande quantidade de gases do efeito estufa para a atmosfera.

– Indústria de manufatura (especialmente aço e cimento): 31%

A Indústria de manufatura, na qual se destaca a indústria da construção civil, é responsável por emitir grandes quantidades de gases causadores do efeito estufa. De acordo com estudiosos, nas cidades da Europa, as emissões de CO2 da indústria da construção correspondem aproximadamente a 30% do total das emissões.

– Agricultura: com 18%

Já quando a questão é a agricultura, no Brasil, o problema está na forma de produção que inclui extensas áreas de monocultura. As emissões de gás carbônico são decorrentes do uso da terra e pela conversão de regiões de florestas em terras agrícolas e pastos para o gado.

A queima ou o apodrecimento das florestas libera o carbono que estava armazenado nos troncos, folhas, raízes e solo. Na conta da agricultura, a parcela de emissão do setor fica entre 8,5 bilhões e 16,5 bilhões de toneladas de gás carbônico-equivalente.

– Aparatos domésticos: responsável por 6%

Por fim os Aparatos Domésticos. Quando falamos em aparatos domésticos, estamos nos referindo aos aparelhos como refrigerador e ar-condicionado que, além de usarem uma boa quantidade de energia, contêm produtos químicos que absorvem prontamente o calor do ambiente à medida que passam do estado líquido para o gasoso.

E, quando fazem a transição de volta ao estado líquido, esses equipamentos de refrigeração usados em espaços públicos e privados liberam o calor para o exterior antes de iniciarem um novo processo de resfriamento.

Os gases liberados e as substâncias químicas envolvidas nos processos fazem a indústria de refrigeração extremamente poluente e responsável por cerca de 10% das emissões globais de CO₂.

Quais atividades humanas causam o aquecimento global?

Falamos no item acima sobre construção, geração de energia, produção, transporte e consumo como catalisadores do aquecimento global. Mas como eles estão relacionados ao agravamento do fenômeno e quais atividades humanas influenciam mais diretamente nas mudanças climáticas?

No sistema atual, para se ter acesso aos bens de consumo, é preciso que haja produção de energia e combustível para fabricação e transporte deles.

Além disso, a questão da produção de alimentos também gera suas consequências em razão do sistema de monocultura e latifúndio que impera no agronegócio, responsáveis por degradar o meio ambiente.

Por isso, para atender as demandas, as principais atividades humanas que elevam a emissão de gases do efeito estufa são as que falaremos a seguir:

●      queima de combustíveis fósseis, derivados do petróleo, carvão mineral e gás natural (para gerar energia e realizar atividades industriais e de transportes)

Segundo relatório do Global Carbon Project, em 2018, as emissões de carbono provenientes de combustíveis fósseis chegaram a 10 gigatoneladas, ou 4,8 toneladas per capita.

●      agropecuária e conversão do uso do solo (retirada da vegetação nativa e implantação de pastagens)

De acordo com Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, referentes a 2019, as atividades da agropecuária estão relacionadas à emissão de quase um quarto dos gases de efeito estufa.

O fato ocorre, pois, as produções, como dissemos, se baseiam em modelos não sustentáveis, que partem do desflorestamento para abrir espaço para pastagens dos animais e plantações, gerando desequilíbrio ecológico.

●      descarte de resíduos sólidos (excesso de lixo)

O descarte de lixo é um fato bastante preocupante, mas também um dos mais possíveis de serem transformados, pois está em nosso dia a dia.

Cada brasileiro gera, em média, 387 quilos de resíduos por ano, no entanto, apenas 58% desse lixo é destinado corretamente.

Os dados são da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), levantados em 2016.

Os resíduos sólidos que vão para os lixões e aterros sanitários, e não são reciclados, emitem gases de efeito estufa, principalmente metano.

●      desmatamento

Desmatar, retirar árvores e florestas gera um impacto considerável no aquecimento global, já que os biomas têm a capacidade de captar gases de efeito estufa e reduzir o efeito adverso sobre a temperatura.

Assim, o desmatamento pode levar a temperatura a subir até 0,8°C nas próximas décadas, de acordo com cientistas.

●      queimadas

As queimadas correspondem à liberação de milhões de toneladas extras de CO2 nos últimos anos e, além do CO2, o fogo deixa fuligem e carvão que, por pela tonalidade escura, absorvem muita luz solar e calor, o que contribui para o aumento da temperatura.

De acordo com o relatório Queimadas, Florestas e o Futuro: Uma Crise Fora de Controle? produzido pela ONG WWF e o BCG (Boston Consulting Group), a ocorrência de queimadas entre abril e agosto de 2020 subiu 13% em relação a 2019, chegando a um novo recorde mundial.

Dessa forma, as cinco ações listadas acima emitem grande quantidade de CO² e de outros gases formadores do efeito estufa.

Infelizmente, o Brasil, por causa das mudanças do uso do solo e do desmatamento, é um dos líderes mundiais na emissão de gases de efeito estufa.

Quando se desmata, há um desequilíbrio ambiental, já que se destroem áreas de florestas e de ecossistemas naturais, capazes de absorver e estocar CO².

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Um dos resultados do aquecimento global é o aumento da temperatura ao longo dos anos.

Quais os principais reflexos causados pelo aquecimento global?

Temperaturas em elevação, eventos climáticos extremos, derretimento de geleiras. Estas são algumas das consequências do aquecimento global.

Um exemplo recente que pode ilustrar é o caso da pequena cidade Lytton, do Canadá, um país de clima temperado – que pegou fogo, literalmente, em junho deste ano 2021, após registrar temperaturas que chegaram a 49,6ºC. A temperatura foi uma das mais altas do mundo no dia do incidente.

De acordo com cientistas, o calor registrado na cidade do Canadá, durante três dias seguidos, pode ser considerado um extremo climático associado ao aquecimento global.

Abaixo a frase de Paulo Artaxo, pesquisador da USP e integrante do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

“(…) essa é a primeira vez que o Canadá apresenta essas temperaturas nos últimos 150 anos. A probabilidade de uma temperatura dessa ser registrada em Vancouver se não houvesse mudanças climáticas seria praticamente zero. Temperaturas extremas são previstas como uma das consequências do aquecimento global. Todos os modelos climáticos do IPCC mostram um aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos, como esse.”

O planeta Terra sente o aquecimento global de várias formas e se manifesta em reação a isso. Além do aumento da temperatura média do planeta observado pelos especialistas, há a elevação do nível do mar, devido ao derretimento das calotas polares, que pode gerar o desaparecimento de ilhas e cidades litorâneas.

Outra consequência é a previsão de uma frequência maior de eventos climáticos devastadores como tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca, nevascas, furacões, tornados e tsunamis. É a natureza reagindo à situação extrema em que pode se encontrar.

Dessa forma, os reflexos do aquecimento global podem significar graves danos aos seres humanos, às espécies animais e aos ecossistemas naturais.

A importância de olhar para o aquecimento global

Bem, agora que entendemos o cenário no qual estamos inseridos e conseguimos visualizar as causas e as consequências do aquecimento global, vamos partir para ações práticas e políticas públicas que vão ao encontro de um caminho para o reequilíbrio do planeta.

Aqui é importante destacar que as iniciativas para enfrentar o aquecimento global não são recebidas de forma unânime pela sociedade. Existem provocações e questionamentos sobre até que ponto as medidas podem ser, de fato, consideradas eficazes para reverter um quadro considerado já determinado.

O aquecimento global foi tratado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), em 2018, que tentava negociar medidas para colocar em prática o Acordo de Paris.

O acordo estabelecido entre vários países, inclusive o Brasil, prevê o compromisso de assegurar que, em relação aos níveis pré-industriais, o aquecimento global se limite a 2 ºC ou, preferencialmente, a 1,5 °C.

Por aqui, a proteção da Floresta Amazônica e a redução no desmatamento estão entre as diretrizes firmadas no compromisso. No entanto, o que se vê é o aumento de ações que prejudicam as matas em defesa de um crescimento agrário.

O planeta Vênus e o aquecimento global

Bem como falamos anteriormente, há os que refutam as ações que visam o enfrentamento das mudanças climáticas.

Como exemplo desse contraponto podemos citar o caso do efeito estufa detectado em Vênus, que teria levado o planeta vizinho da Terra às “condições infernais”.

Segundo estudo realizado pela organização Europlanet Society, Vênus teria sido habitável durante 3 bilhões de anos com um clima semelhante ao nosso, no entanto, os efeitos de gases do efeito estufa, podem ter transformado o planeta em um lugar com a temperatura média atual de 462 ºC.

Ou seja, um lugar que teria registrado temperaturas entre 20 ºC e 50 ºC, durante grande parte de sua história, pode se transformar, em razão do efeito estufa, em um lugar completamente adverso à existência de vida.

Sendo assim, para os céticos em relação às iniciativas de freamento das mudanças climáticas, o efeito estufa seria algo “inevitável” e, sendo assim, impossível de ser mudado. De nada adiantaram os movimentos realizados hoje.

Livro “Como Evitar um Desastre Climático”

Capa do Livro “Como Evitar um Desastre Climático”

Bill Gates e “Como Evitar um Desastre Climático”

Mas, para além das opiniões divergentes, as discussões em instituições mundiais, como a ONU, as mudanças climáticas e o aquecimento global são temas abordados por figuras de renome e referência internacionais, como é o caso de Bill Gates em seu livro Como Evitar um Desastre Climático, publicado no Brasil pela Companhia das Letras.

A publicação de Gates coloca o cenário atual de excessiva produção industrial e consumo e aponta as medidas possíveis de serem praticadas por organizações e pela sociedade como um todo.

Ele destaca que mais do que pensar em ações como comprar um carro elétrico ou comer menos carne, a parte mais significativa depende dos sistemas mais amplos nos quais se desenrola a vida diária.

Segundo a publicação, a concentração de CO2 na atmosfera começou a aumentar no final do século XVIII, quando se iniciou a revolução industrial, a qual demandou a utilização de grandes quantidades de carvão mineral e petróleo como fontes de energia.

No livro, Gates fala da meta audaciosa de zerar as emissões de gases e apresenta quatro tecnologias que serão essenciais nesse processo:

1)    Hidrogênio Verde

Elemento produzido com fontes limpas de energia, como energia solar e energia eólica. É um grande avanço, já que poderá resolver muitos problemas no setor de manufatura e funcionar como alternativa para geração e energia.

2)    Biocombustível para Aviação

Fazer uso do hidrogênio como combustível de aviões ou desenvolver um combustível com processos “verdes”, considerados limpos e chamados de “Green Aviation Fuel”. Porém, hoje em dia, seu custo ainda é o dobro do preço de um combustível normal.

3)    Captura direta de Carbono

Trata-se do processo de remoção de gás carbônico da atmosfera. Este processo já ocorre naturalmente em oceanos, florestas e outros locais nos quais os organismos, por meio da fotossíntese, capturam o carbono e lançam oxigênio na atmosfera, com a finalidade de conter e reverter o acúmulo de CO2 na atmosfera.

No entanto, já existem meios de remover esse carbono de um modo mais acelerado, por meio de uma tecnologia recente, mais cara, porém muito promissora.

4)    Energia Nuclear

Esta fonte de energia não é aceita universalmente como energia limpa por causa dos riscos, como lixo radioativo. Mas deve ser estudada e desenvolvida uma maneira para que possa ser aplicada sem causar danos ao ambiente. Há muitas iniciativas que existem com a finalidade de trazer maior segurança para essa forma de geração de energia.

Mas o que podemos fazer de prático para conter o aquecimento global?

Por fim, o que há para ser feito? Podemos mudar o rumo das coisas? A resposta para muitos cientistas, otimistas e realistas é sim, podemos! E como? Com atitudes em nosso dia a dia, com mudanças de atitude e especialmente cobrança nas diretrizes dadas pelos nossos políticos.

Para tornar essa conscientização prática, destacamos aqui dez ações para combater o aquecimento global da Akatu, organização sem fins lucrativos pioneira em ações para sensibilização, mobilização e engajamento da sociedade para o consumo consciente.

Acompanhe e coloque no seu cotidiano:

1. DIMINUIR O CONSUMO DE CARNE E LEITE DE ORIGEM BOVINA

Pois, no processo de digestão, bois e vacas emitem metano, um gás 21 vezes mais poderoso que o gás carbônico em termos de efeito estufa.

Então, você pode repensar a sua alimentação reduzindo ou talvez até mesmo ( quem sabe…)  substituindo a carne e os derivados de leite de origem bovina por outras fontes de proteína, como grãos e outros tipos de carne.

2. SABER DE ONDE VEM A CARNE

Pois, a criação de gado na Amazônia é um dos principais causadores da devastação da floresta. Como vimos, o desmatamento é a maior fonte de emissão de gases de efeito estufa no Brasil, responsável por 75% das emissões totais.

Então, você pode ir ao supermercado ou no açougue e pedir informações sobre a origem da carne e você pode dar preferência a comprar carnes de empresas comprometidas em não ter fornecedores que trabalham em áreas desmatadas de forma ilegal.

3. PREFERIR PRODUTOS DE MADEIRA CERTIFICADA

Pois, a destruição das matas nativas é a maior fonte de emissão de gases de efeito estufa no Brasil. Sabe-se que a maior parte de toda madeira extraída ilegalmente é vendida dentro do mercado brasileiro mesmo.

Então, você pode comprar somente produtos e materiais de construção feitos com madeira certificada, aqueles que têm o selo FSC, como muitos dos papéis sanitários comercializados pela nossa empresa, ou o de madeira de reflorestamento.

4. COMPRAR PRODUTOS FLORESTAIS SUSTENTÁVEIS

Pois, o desmatamento ilegal, sobretudo na Amazônia, é responsável por trazer sérios prejuízos ao meio ambiente e à sociedade pela perda de biodiversidade.

Então, você pode colaborar no combate ao desmatamento optando por comprar, por exemplo, produtos feitos pelas comunidades que vivem na floresta Amazônica.

5. USAR ÁLCOOL COMBUSTÍVEL E ANDAR MENOS DE AUTOMÓVEL

Pois, a queima dos combustíveis fósseis, como gasolina e diesel, é uma das causas do aquecimento global.

Você sabia que um carro médio, com gasolina, que roda trinta quilômetros por dia emite, em um ano, a quantidade de gases de efeito estufa que precisaria de 17 árvores crescendo durante 37 anos para ser absorvida?

Então, que tal mudar a forma de se locomover, talvez reduzir o uso do automóvel e tentar utilizar o transporte público. Quem sabe em alguns casos usar uma bicicleta ou mesmo ir a pé quando for possível?

6. REPENSAR O CONSUMO DE PRODUTOS

Pois, a fabricação de qualquer produto envolve extração e processamento de matéria-prima, uso de água e de energia na produção, além do gasto de combustível no transporte. Como já vimos, toda a cadeia causa a emissão de gases de efeito estufa.

Então, você pode repensar seu consumo antes de comprar um produto novo. Questiona-se se é mesmo necessário, se não é possível reaproveitar ou consertar o que está quebrado.

7. COMPRAR DE EMPRESAS QUE EMITEM MENOS GASES DE EFEITO ESTUFA

Pois, muitas empresas estão desenvolvendo ações para reduzir a emissão.

Então, você pode buscar por essas empresas e optar por seus produtos ou serviços. Você pode obter essas informações perguntando às próprias empresas, por meio do seu SAC ou consultando seus sites.

8. COMBATER O DESPERDÍCIO

Pois, os restos de comida representam um grande desperdício, já que compõem a maior parte do lixo produzido no país. Depositado nos lixões ou aterros, o lixo orgânico emite gás metano na decomposição e o metano é 21 vezes mais potente que o gás carbônico como gerador de efeito estufa.

Então, você pode evitar o desperdício de alimentos em sua casa com ações simples, como planejar as compras e reaproveitar as sobras.

9. SABER DE ONDE VEM A SOJA E SEUS DERIVADOS

Pois, a plantação de soja tem avançado na Amazônia e no Cerrado e muitas dessas áreas são desmatadas ilegalmente.

Então, você pode procurar pela origem da soja ou de seus derivados (como farelo ou lecitina) presentes em vários alimentos, e só comprar os produtos que não tiverem origem em áreas desmatadas. Procure pela informação nos sites das empresas ou pergunte a elas pelo seu SAC.

10. SEPARAR LIXO PARA RECICLAGEM

Pois, deixar de jogar no lixo materiais como papel, vidro, plástico e alumínio, reciclando-os e usando-os como matéria-prima de novos produtos, é uma das ações mais importantes no Brasil para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Então, você pode separar o lixo na sua casa e encaminhá-lo à reciclagem. Uma pesquisa mostra que se os brasileiros reciclassem todo o material reciclável que descartam, seria gerada uma riqueza de pelo menos R$ 8 bilhões anuais.

Trata-se de uma das atitudes mais simples e acessíveis no combate ao aquecimento global e ao mesmo tempo uma das mais transformadoras. Acredite e faça esse movimento.

E tem mais ……

Por fim, são por meio de atitudes individuais, incentivadas e respaldadas por ações políticas, sociais e econômicas concretas, que poderemos enfrentar o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Não se trata de um desafio simples. É um dos maiores da era contemporânea que vive um paradoxo: de um lado, as tecnologias e produções em larga escala, para atender a emergência das entregas e a instantaneidade das informações, dos produtos e serviços; do outro lado, a necessidade vital de mudança de comportamento em relação ao consumo e à forma de viver para que possamos continuar aqui.

Dessa maneira, além de cobrar governantes e pressionar empresas a adotarem políticas sócio ambientais responsáveis, cada pessoa pode e deve contribuir no combate às mudanças climáticas ao rever hábitos de consumo e de vida.

Estamos interligados, seres humanos, florestas e animais.

planeta terra - sustentabilidade

A consciência ambiental ajuda a evitar o aquecimento global.

Hygibras: consciência ambiental e social na limpeza do nosso dia a dia

A Hygibras se preocupa e se posiciona como empresa responsável e consciente. Por isso, em suas soluções de limpeza e higienização oferece produtos certificados e capazes de gerar menos impactos ao meio ambiente e às pessoas.

Além disso, desenvolvemos ações personalizadas de limpeza profissional para cada cliente com a finalidade de reduzir os gastos e o consumo de embalagens e substâncias químicas nas organizações.

Outro aspecto são os acessórios para sabonetes e papéis e embalagens em spray que favorecem o uso dos produtos e evitam o desperdício. Cada atitude conta na hora de pensar com consciência social e coletiva.

Para saber mais, acesse nosso site e entre em contato com a gente. Será um prazer ajudar a encontrar formas de atuar com mais eficácia e responsabilidade.

Esse post foi atualizado no dia 27 de julho de 2021

Fontes:

WWF

WRI Brasil

Veja

Terra

Rede Brasil Atual

USP

WWF

G1

FIA

Revista Galileu

DW

Jornal da USP

Akatu

ECO21

Clima e Agricultura

EPE

BBC

XXVIII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO