O lixo produzido pela humanidade é um problema planetário.

Toneladas de resíduos materiais são despejados em aterros, rios e mares a cada hora, como se fossem, simplesmente, desaparecer.

Mas, como isso não acontece, a poluição gerada pelo descarte acaba por atingir a nós mesmos, afetando a qualidade de vida de todos.

Embora a maioria das pessoas não se importe com essa questão, por estarem ocupadas com seus afazeres diários, outras estão preocupadas com o esgotamento de nosso planeta e procuram formas de reverter esse cenário.

Economia Circular

Um novo conceito de reaproveitamento de materiais é a “economia circular”.

Isso não se reduz apenas à reciclagem, com a qual já estamos acostumados.

A economia circular pretende fazer com que empresas reutilizem em sua produção materiais já existentes em seus próprios produtos e que foram descartados pela população.

Ou seja, fazer um produto novo com o material do velho.

Um exemplo é a fabricante de carros Renault que, em parceria com a fundação Ellen MacArthur, criou um método que reaproveita 85% da estrutura de seus carros velhos na produção de novos.

Reaproveitamento de materiais x Reciclagem

O reaproveitamento de materiais dentro da economia circular é melhor que o processo de reciclagem que conhecemos.

Isso porque produtos reciclados possuem menor qualidade do que aqueles fabricados a partir de matéria prima virgem.

Neste artigo explicamos os perigos da utilização de papel higiênico proveniente de material reciclado e da baixa qualidade do papel toalha que não provém de fibras virgens.

Já o plástico, por exemplo, pode ser reaproveitado sem perda de qualidade e, inclusive, barateando a produção de um novo produto.

De acordo com um relatório apresentado no último Fórum Econômico Mundial pela Fundação Ellen MacArthur, a produção de plástico deve quadruplicar até 2050. Entretanto, apenas 5% é reciclado e 40% vai para aterros e oceanos.

Uma forma de evitar esse desastre é reaproveitar o plástico ao invés de descartá-lo. Isso será a redenção do nosso copo plástico descartável de cada dia!

No Brasil, a economia circular ainda ajudaria a mudar a cabeça dos empresários que insistem na economia linear (aquela onde tudo que não é utilizado é descartado), devido ao alto custo da reciclagem.

Afinal, em terras tupiniquins é mais barato jogar fora do que reciclar.

Conclusão

Em suma, do ponto de vista estritamente financeiro, a economia circular é vantajosa.

Afinal, ela barateia os custos da produção de produtos novos, além de ajudar a salvar o planeta.

Apostar na economia circular é apostar no futuro da Terra.

Da mesma forma, algumas atitudes podem ser tomadas no reaproveitamento de alguns produtos em nossas empresas e residências.

Certamente, esta é uma forma de contribuir e tomar parte dessa atitude que fará bem a nós mesmos, hoje e amanhã.

 

Fontes:

  • Ellen Macarthur Foundation
  • Revista Veja (de 27 de janeiro de 2016, pág 84-87)