Clostridium difficile o que é ?

A Clostridium difficile ou C. difficile é uma bactéria anaeróbica gram-positiva formadora de esporos que produzem toxinas. Estas toxinas são responsáveis por causar infecções e danos ao intestino e estão associadas ao uso de antibióticos. A Clostridium difficile é responsável por 15 a 25% de todos os episódios de Diarréia Associada a Antibióticos (DAA) em hospitais.

A infecção por Clostridium difficile é uma preocupação importante nos ambientes hospitalares em razão de sua morbidade e de seu potencial de disseminação e surtos.

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Essa bactéria tem grande capacidade de sobrevivência no meio externo, isso acontece pela formação dos esporos altamente resistentes tanto às condições do ambiente quanto de produtos de limpeza.

Sendo assim, ter os recursos certos, como os desinfetantes hospitalares é fundamental para garantir a eliminação da bactéria Clostridium difficile dos espaços de saúde e oferecer segurança hospitalar e o bem-estar de todos, pacientes, médicos e demais profissionais da área.

Pensando nisso nós preparamos este artigo. Vamos esclarecer tudo sobre os riscos à saúde causados pela presença da C. difficile, além de mostrar formas de evitar surtos e eliminá-la com eficácia dos hospitais. Acompanhe, se desejar você poderá navegar entre os tópicos!

Clostridium difficile

Saiba todos os riscos que as bactérias podem trazer para a sua saúde.

 

O que são as bactérias?

Primeiramente precisamos saber do que se trata uma bactéria, já que C. difficile faz parte desse grupo e é preciso compreender as diferenças e semelhanças entre elas, os vírus e outros agentes patológicos. As bactérias são organismos microscópicos, unicelulares formados por única célula e fazem parte do Reino Monera. As bactérias podem formar colônias e possuem material genético disperso no citoplasma.

Esses organismos possuem também uma parede celular que tem como principal função manter a forma das células bacterianas e garantir proteção. Em algumas espécies de bactérias, é possível notar ainda uma cápsula polissacarídica que envolve a parede. Sendo assim esses seres têm seu papel fundamental no equilíbrio do ambiente, já que são responsáveis pela fixação do nitrogênio, pela fermentação (laticínios, por exemplo) e pela produção de antibióticos e vitaminas, entre outras ações.

Porém, nem todas fazem bem à saúde dos seres humanos. Existem bactérias patogênicas, que causam doenças, como por exemplo, difteria, pneumonia, meningite meningocócica, tétano, leptospirose, sífilis, botulismo, entre outras.

Imagem ilustrativa de um micro-organismo em versão 3D

 

Vírus o que são?

A pandemia da Covid-19, causada pelo Coronavírus, foi a mais recente da nossa era e transformou as relações humanas e os hábitos e protocolos de limpeza e higiene, esta pandemia literalmente paralisou o mundo no último ano, e ao contrário das bactérias, os vírus não são considerados seres vivos, pois não possuem uma estrutura de célula.

Os vírus são parasitas intracelulares totalmente dependentes de outras células para se reproduzir. Assim, os vírus não têm metabolismo próprio ou independente do hospedeiro, em sua estrutura básica, o vírus é composto por dois componentes: um tipo de ácido nucléico e um envoltório feito de proteínas, chamado de capsídeo.

Alguns vírus possuem, além dessa dupla, um envoltório fosfolipídico como uma camada de gordura, chamado de envelope. Trata-se assim de uma membrana para proteção extra e por isso, a necessidade do uso do sabão e do álcool 70% como formas de eliminá-lo.

Microrganismos o que são?

As bactérias, vírus e esporos são todos microrganismos, pois são seres microscópicos, não possíveis de serem vistos a olho nu, é tambe muito importante ressaltar que nem todos os microorganismos são causadores de doenças, como vimos o caso de determinadas bactérias e suas ações benéficas no ambiente, nos animais e nos seres humanos.

Mas o que é um esporo?

Podemos ver os esporos como “filhos” das bactérias, fungos e algas. Os esporos são estruturas resistentes que, frequentemente, são adaptadas para dispersão e capazes de formar um novo “indivíduo”. Esporos são pequenos e leves, os esporos podem ficar no ar por longos períodos de tempo e são capazes de se deslocar por grandes distâncias.

No caso das bactérias, há os esporos bacterianos, que são como estruturas de sobrevivência quando estas se encontram em condições desfavoráveis. Então, os esporos são produzidos pela própria bactéria e ficam livre em seu interior. Este processo é chamado de esporulação.

Acomodações de uma enfermaria hospitalar

Como surgiu a Clostridium difficile?

A bactéria Clostridium difficile é descrita pela primeira vez em 1935, quando Hall & O’Toole encontrou, na flora intestinal de recém-nascidos saudáveis, um microrganismo até então desconhecido. De início, recebeu a denominação de Bacillus difficilis e logo depois, de Clostridium difficile, que reflete a dificuldade de isolar e manter esse microrganismo em cultura pura. Nesse mesmo ano, foi demonstrado ainda, que a C. difficile era extremamente toxicológica.

No final da década de 70, a C. difficile tem sido reconhecida como uma bactéria importante na causa de doenças gastrointestinais nos hospitais. Nos EUA, estudos indicam que até 20% dos pacientes hospitalizados hospedam esse microrganismo.

No Brasil, uma pesquisa realizada no Hospital Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará, mostra que o C. difficile é o principal agente causador de diarréia nosocomial. Nos dias de hoje as pesquisas mostram que o C. difficile é o principal agente causador de doenças intestinais associadas ao uso de antimicrobianos que podem ser desde diarréia até quadros mais graves e fatais.

Precisamos destacar que o que favorece bastante a presença da bactéria é o uso indiscriminado de antibióticos e a ausência de protocolos eficazes de higiene, com uso de desinfetantes hospitalares e álcool em gel 70%

Dados sobre a Clostridium difficile no mundo

Segundo um relato da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, em 2002, ocorreu um aumento contínuo de infecção grave por difficile, com mais de 300 mil casos graves. Foram relatados surtos em Quebec, no Canadá, principalmente em pacientes com mais de 65 anos.

Houve também um estudo que mostrou no hospital terciário do Rio de Janeiro, diarréia associada ao difficile em pacientes internados.

Quais os danos causados pela Clostridium difficile?

A Clostridium difficile é uma das principais causas de diarréia associada ao uso de antibióticos nos hospitais.

Em um artigo publicado no The Brazilian Journal of Infectious Diseases abordou a presença de Clostridium difficile em pacientes do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.

A pesquisa mostrou que a incidência de infecção por Clostridium difficile foi constante, com uma média de oito casos por mês e não foram detectados surtos no período. O texto avalia ainda que as infecções por C. difficile acometem, principalmente, pacientes idosos, com uso prévio de antimicrobianos e com fatores de risco.

Quais as formas de prevenção da Clostridium difficile?

Como controlar a presença de C. difficile em hospitais? Sabemos que estes microrganismos são transmitidos de pessoa-pessoa ou por meio do ambiente.

Por isso, os protocolos de higiene são fundamentais para evitar surtos e manter o espaço livre dos agentes patológicos. Entre as condutas de prevenção da disseminação da Clostridium difficile, determinadas pela Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar da UFRJ, estão:

Durante internação:

Limpeza concorrente com um desinfetante profissional como por exemplo o Desinfetante Hospitalar Optigerm.

Limpeza diária com água e sabão (em caso de extravasamento de material orgânico, proceder a descontaminação prévia: retirar matéria orgânica com trapo ou papel toalha. No local colocar hipoclorito a 1% e deixar agir por 10 segundos e lavar com água e sabão e desinfetar com hipoclorito 1%)

Limpeza diária dos moveis e utensílios como termômetro, bacias e cubas.

A limpeza e higiene dos hospitais é fundamental para eliminar a Clostridium difficile

Os hospitais e serviços de atendimento à saúde precisam contar com protocolos rígidos de higiene e limpeza para oferecer um ambiente seguro. É possível conter surtos e evitar a disseminação de microrganismos como a Clostridium difficile com o uso de desinfetantes hospitalares adequados e prontos para uso.

Produtos de desinfecção de superfícies de pronto uso ja estão sendo usados pelos hospitais, esses produtos eliminam 99,9% dos esporos desse microrganismo. Nós indicamos o Optigerm um desinfetante hospitalar indicado para a desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos de hospitais, clínicas médicas e odontológicas, serviços de pronto atendimento e demais estabelecimentos de auxílio à saúde.

Além dele, há ainda as opções em álcool em gel 70% e em espuma, com propriedade hidratante, capazes de realizar a limpeza e a desinfecção das mãos de forma prática e rápida, sem agredir a pele. O álcool em gel e o álcool em espuma são de fácil acesso aos profissionais da saúde e aos pacientes, para que mantenham uma rotina de higiene e prevenção.

Os produtos para higiene das mãos devem ter efeito biocida, capaz de agir contra um amplo espectro de bactérias, que podem ser gram-positivas, gram-negativas, como a Clostridium difficile, além de vírus. Sendo assim, é fundamental que os hospitais e serviços de saúde façam uso de produtos profissionais, registrados na Anvisa e que sejam comercializados por lojas de material de limpeza e distribuidoras responsáveis.

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Referências:

Educação Globo

Cdc

Pebmed

Scielo

Medical

Toda Materia

Ufrgs

Scielo

Infectologia Paulista

Bjid